A advogada de um dos réus dos ataques de 8 de janeiro ao Congresso Nacional denunciou publicamente que o laudo médico utilizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para negar prisão domiciliar ao seu cliente foi realizado de forma inadequada.
Críticas ao laudo médico do IML
Segundo a defensora, o exame contestou um risco de morte apontado por médica que acompanha o paciente há anos, mas foi feito em apenas cinco minutos, sem contato físico ou consulta ao prontuário.
Detalhes da avaliação contestada
A advogada relatou que o médico do Instituto Médico-Legal (IML):
- Ficou apenas cinco minutos com o réu Clayton Nunes
- Pediu que ele baixasse as calças e levantasse a blusa
- Não realizou qualquer toque físico no paciente
- Não solicitou o prontuário médico do réu
Condição de saúde do réu Clayton Nunes
O réu sofre de psoríase, uma doença imunológica grave diagnosticada ainda na infância. A condição é acompanhada há anos por uma médica do Hospital Universitário de Brasília.
Laudo médico anterior
A médica que acompanha o caso emitiu um laudo alertando para o risco de vida do paciente. O documento indicou que o indivíduo corre perigo de vir a óbito devido à sua condição de saúde.
Decisão do STF sobre o caso
O ministro Alexandre de Moraes acolheu o parecer do IML, que contestou o risco de morte apontado pela médica do Hospital Universitário de Brasília.
Medidas determinadas pela Corte
Com base nessa decisão:
- Não foi concedida a prisão domiciliar para Clayton Nunes
- O réu permanece no sistema prisional comum
- Foi concedido prazo de 48 horas para envio do prontuário médico atualizado
Repercussão e próximos passos
A denúncia da advogada ganhou visibilidade após publicação em portal de notícias, colocando em discussão os protocolos de avaliação médica em casos judiciais sensíveis.
Posição da defesa
A defensora mantém sua posição de que o laudo do IML não reflete adequadamente a gravidade da condição de saúde de seu cliente, que enfrenta uma doença imunológica crônica.
Encaminhamentos pendentes
O STF aguarda o envio do prontuário médico atualizado pela administração penitenciária. A fonte não detalhou prazos além dos 48 horas já mencionados.
