O Banco Central (BC) decretou nesta terça-feira, 17, o fim definitivo do Banco Master Múltiplo S.A., optando pela liquidação extrajudicial da companhia.

A medida representa a peça final do conglomerado financeiro que ainda operava sob intervenção estatal. Ela assegura a continuidade do bloqueio sobre todo o patrimônio pertencente aos antigos gestores e donos da organização.

A decisão ocorre um dia antes do vencimento do Regime de Administração Especial Temporário, iniciado em novembro de 2025. Foi baseada em um relatório técnico entregue na última semana.

O fim da última unidade operacional do Master

Com a nova determinação, o órgão regulador encerra a última unidade operacional do grupo Master que ainda estava em funcionamento.

Esta era a estrutura específica que a cúpula do conglomerado tentou preservar para tentar concretizar a venda do banco digital, conforme revelado pelo relatório técnico. No entanto, essa estratégia fracassou totalmente, levando à decisão final do Banco Central.

Perda do sentido técnico

O documento apontou que a sobrevivência da unidade múltipla perdeu o sentido técnico depois de o Estado liquidar a Will Financeira em janeiro e o Will Bank em fevereiro.

Assim, o BC concluiu que não havia mais razão para manter a operação dessa unidade remanescente. A autoridade monetária baseou seu posicionamento nas informações contidas no relatório, que avaliou a viabilidade técnica da continuidade das atividades.

Dessa forma, o processo de intervenção chega ao seu estágio terminal com a extinção completa da estrutura corporativa.

Bloqueio patrimonial mantido sobre antigos controladores

Um dos aspectos centrais da decisão é a manutenção do bloqueio sobre os bens dos antigos controladores do grupo.

Com a nova determinação, o órgão regulador assegura a continuidade dessa medida sobre todo o patrimônio pertencente aos antigos gestores e donos da organização. Essa ação visa:

  • Proteger interesses de terceiros
  • Garantir a transparência no processo de liquidação

Restrições durante a liquidação

O bloqueio patrimonial havia sido implementado anteriormente como parte das medidas de intervenção estatal. Agora, com a liquidação extrajudicial decretada, essa restrição permanece em vigor durante todo o processo de encerramento das atividades.

A medida busca evitar que recursos sejam movimentados de maneira irregular durante a fase final da administração especial.

Portanto, os antigos controladores continuam com suas posses sob restrição enquanto se conclui o processo de liquidação. Essa etapa é fundamental para assegurar que todos os passivos sejam devidamente tratados conforme a legislação vigente.

Base técnica da decisão de liquidação

O comando do BC fundamentou o fechamento da unidade no relatório técnico entregue na última semana. O documento analisou minuciosamente a situação da estrutura remanescente após as liquidações anteriores de outras partes do conglomerado.

Segundo as informações disponíveis, o relatório revelou que a sobrevivência da unidade múltipla perdeu o sentido técnico depois de o Estado liquidar:

  • Will Financeira em janeiro
  • Will Bank em fevereiro

Avaliação de viabilidade

Essa avaliação técnica considerou diversos fatores operacionais e financeiros para chegar à conclusão final. O relatório apontou que, sem as outras unidades do grupo, a estrutura remanescente não tinha condições de operar de forma viável.

Além disso, a estratégia de preservar essa unidade para venda do banco digital já havia demonstrado seu completo fracasso.

Consequentemente, a autoridade monetária decidiu pela medida mais adequada do ponto de vista regulatório. A base técnica forneceu os elementos necessários para justificar a liquidação extrajudicial como o caminho mais apropriado.

Cronologia do processo de intervenção estatal

A decisão do órgão ocorre um dia antes do vencimento do Regime de Administração Especial Temporário, iniciado em novembro de 2025.

Esse regime representou a fase inicial da intervenção estatal no conglomerado financeiro, estabelecendo um período determinado para a administração especial. Durante esse tempo, diversas medidas foram implementadas para regularizar a situação do grupo.

Etapas da desestruturação

Posteriormente, ocorreram as seguintes ações:

  • Liquidação da Will Financeira em janeiro
  • Liquidação do Will Bank em fevereiro

Essas ações reduziram gradualmente a estrutura operacional do conglomerado, deixando apenas a unidade múltipla ainda em funcionamento. Cada etapa foi cuidadosamente planejada pelas autoridades reguladoras com base em avaliações técnicas específicas.

Assim, o processo seguiu uma sequência lógica que culminou com a decisão desta terça-feira. A cronologia demonstra como as medidas foram sendo implementadas de forma progressiva ao longo do tempo.

Consequências imediatas da liquidação

Com a liquidação extrajudicial decretada, inicia-se agora o processo formal de encerramento das atividades do Banco Master Múltiplo.

Essa etapa envolverá:

  • Apuração de ativos e passivos
  • Tratamento de eventuais direitos de terceiros

O bloqueio patrimonial mantido sobre os bens dos antigos controladores será parte fundamental desse processo.

Descontinuação das operações

As operações da unidade serão gradualmente descontinuadas conforme os procedimentos estabelecidos pela autoridade monetária. Todos os aspectos legais e regulatórios serão observados durante essa fase terminal da companhia.

A fonte não detalhou prazos específicos para a conclusão completa do processo de liquidação.

Dessa forma, encerra-se definitivamente a trajetória operacional desse conglomerado financeiro. O caso serve como exemplo dos mecanismos de intervenção disponíveis às autoridades reguladoras quando identificam situações que exigem medidas especiais.

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