Depoimento revela estratégia de expansão do BRB

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) em 30 de dezembro. Ele detalhou tentativas anteriores de aquisição feitas pela instituição.

Segundo suas declarações, o BRB buscou comprar outros dois bancos antes de concretizar a negociação com o Banco Master. Essa informação joga luz sobre a estratégia de crescimento adotada pela instituição financeira pública do Distrito Federal.

Paulo Henrique Costa afirmou que, desde 2021, o BRB começou a procurar parceiros para comprar. Essa busca por oportunidades de aquisição marcou uma fase de expansão planejada pela administração da época.

A iniciativa visava fortalecer a presença da instituição em diferentes regiões do país. A fonte não detalhou os motivos específicos que levaram ao início dessa busca por parceiros.

Primeiras tentativas de aquisição do BRB

Tentativa com banco privado em 2021

Em 2021, o BRB tentou comprar um banco privado, conforme revelado pelo ex-presidente. A instituição alvo não foi identificada no depoimento.

A fonte não detalhou o valor da proposta ou os motivos que levaram ao não fechamento do negócio. Essa tentativa representou o primeiro movimento concreto na estratégia de aquisições.

Proposta ao Banese em 2022

No ano seguinte, em 2022, o BRB propôs comprar 25% do Banco do Estado de Sergipe (Banese). A proposta específica por uma participação minoritária sugere uma abordagem diferente da tentativa anterior.

Mais uma vez, a fonte não detalhou se a negociação avançou ou os termos exatos discutidos. Essa movimentação em direção a um banco público estadual indica a diversificação na busca por oportunidades.

O caminho até a aquisição do Banco Master

Início das tratativas

Após as tentativas com outras instituições, o BRB voltou sua atenção para o Banco Master. Em janeiro de 2025, o BRB recebeu a provocação para a compra de parte das ações do Banco Master, de acordo com o depoimento.

O termo “provocação” sugere que a iniciativa partiu de outra parte interessada na transação. Esse convite marcou o início das tratativas que culminariam em um acordo entre as instituições.

Complementariedade estratégica

Paulo Henrique afirmou que o BRB decidiu comprar parte do Banco Master após identificar um conjunto de complementariedades na nossa atuação. A expressão “complementariedades” indica que as duas instituições possuíam áreas de atuação ou serviços que se completavam estrategicamente.

Essa sinergia percebida teria sido um fator decisivo para seguir adiante com a negociação, em contraste com as tentativas anteriores.

Concretização da operação com o Master

Cronograma da aquisição

O BRB começou a comprar a carteira do Master em julho de 2024, conforme detalhado no depoimento. Esse cronograma coloca o início da operação prática meses antes da “provocação” formal mencionada para janeiro de 2025.

Isso pode indicar tratativas preliminares ou diferentes fases do processo. A compra da carteira representa uma etapa significativa na aquisição, envolvendo ativos financeiros específicos do banco.

Trajetória de três anos

A sequência de eventos revelada pelo ex-presidente mostra uma trajetória de aproximadamente três anos desde o início da busca por aquisições até a operação com o Master.

As tentativas anteriores com o banco privado e com o Banese não prosperaram, abrindo caminho para a negociação que efetivamente se concretizou. A fonte não detalhou os valores envolvidos em nenhuma das propostas mencionadas.

Contexto das revelações à Polícia Federal

O depoimento de Paulo Henrique Costa à Polícia Federal ocorreu em 30 de dezembro. A fonte não detalhou o contexto específico da investigação que motivou o interrogatório.

As declarações sobre as tentativas de aquisição surgiram como parte de seu relato sobre as atividades do BRB durante sua gestão. É comum que autoridades financeiras prestem esclarecimentos a órgãos de controle sobre operações significativas.

As informações reveladas oferecem um raro vislumbre dos processos decisórios por trás de movimentos estratégicos de instituições financeiras públicas. A transparência sobre tentativas anteriores de aquisição ajuda a compreender o caminho percorrido até a operação com o Master.

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