Deputado aciona PGR com pedido de prisão de Lulinha
Um deputado apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de prisão de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A representação foi protocolada nesta quarta-feira.
O parlamentar fundamentou sua ação em uma reportagem do portal Metrópoles. A publicação noticiou a existência de colaborações premiadas em uma investigação, indicando um suposto vínculo de Lulinha com o esquema em apuração.
Fundamentação na reportagem do Metrópoles
Conteúdo da publicação
O portal Metrópoles noticiou nesta quarta-feira que colaborações premiadas teriam sido firmadas. Segundo a reportagem, um ex-procurador e um ex-diretor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) teriam fechado acordo de delação premiada.
A publicação indicaria vínculo de Lulinha com o esquema ao afirmar que a delação premiada delataria “Fábio Luís Lula da Silva e políticos do centrão”.
Posicionamento do deputado
O deputado reiterou que sua representação:
- Não antecipa mérito
- Respeita a presunção de inocência
- Busca garantir a efetividade da persecução penal
Resposta da defesa de Lulinha
Nota oficial da equipe jurídica
A defesa de Lulinha emitiu uma nota em resposta às acusações. No documento, trata como “factoides” as informações sobre o envolvimento dele na chamada “farra do INSS”.
“Recebemos com surpresa a matéria veiculada no Metrópoles”, declarou a equipe jurídica. A defesa ressaltou que a publicação desse “dado vazio” ocorreu na véspera de uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).
Medidas tomadas pela defesa
Além da nota, a defesa afirma que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso à investigação. A fonte não detalhou o andamento desse pedido.
Contexto da Comissão Parlamentar
Discussões na CPMI
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) notoriamente vem discutindo medidas relativas a Fábio Luís naquele procedimento. A defesa argumenta que o nome de Fábio Luís Lula da Silva está sendo utilizado indevidamente com “interesses escusos”.
Preocupações anteriores com vazamentos
Essa não é a primeira vez que o entorno do presidente demonstra preocupação com vazamentos. Em janeiro, um advogado amigo do presidente já deu sinais de incômodo com vazamento de informações sobre uma suposta menção a ele na investigação.
Na ocasião, o advogado pediu pessoalmente ao chefe da Polícia Federal que tomasse providências. A fonte não detalhou quais medidas foram adotadas.
Repercussão e próximos passos
Análise da Procuradoria-Geral
O caso ganhou destaque após a divulgação do pedido de prisão, que agora está sob análise da Procuradoria-Geral da República. A representação do deputado segue o rito legal, sem prejulgar o investigado.
Posição da defesa
Por outro lado, a defesa mantém sua posição de contestação, buscando transparência no processo. O advogado Guilherme Suguimori Santos, com inscrição OAB/SP 295.675, é um dos responsáveis pela defesa.
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