Nomeação formalizada pelo presidente do STF
O delegado da Polícia Federal Fábio Alvarez Shor foi nomeado para atuar no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A nomeação foi assinada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, nesta terça-feira (10/3).
A informação sobre a movimentação do delegado foi divulgada inicialmente pelo site Paulo Figueiredo. A transferência de Shor atende a um pedido específico do ministro Moraes à Polícia Federal.
Conforme ofício encaminhado, o delegado passará a trabalhar em seu gabinete. Essa mudança ocorre em um contexto judicial relevante, uma vez que Moraes é o relator do caso da suposta trama golpista.
Trajetória recente na Polícia Federal
Posição de destaque na PF
Antes da nomeação no STF, Fábio Shor já ocupava posição de destaque na estrutura da Polícia Federal. O delegado foi designado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em fevereiro do ano passado.
Naquela ocasião, ele foi designado para ocupar o cargo de chefe da Divisão de Investigações e Operações. Essa divisão é vinculada à Diretoria de Inteligência Policial (DIP), órgão interno da Polícia Federal responsável por atividades de inteligência.
A experiência de Shor em investigações complexas, portanto, já era reconhecida dentro da instituição policial.
Papel central no inquérito do golpe
Investigação que levou à condenação de Bolsonaro
A atuação de Fábio Shor ganhou notoriedade pública por seu trabalho em um dos casos mais sensíveis da atualidade. O delegado foi o responsável pelo inquérito da tentativa de golpe.
Esse processo investigativo levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mais especificamente, Shor foi o responsável pelo indiciamento de Bolsonaro, em novembro de 2024.
Em suas conclusões, o delegado apontou que o ex-presidente era o chefe de uma suposta tentativa de golpe. Para fundamentar essa conclusão, Shor enquadrou o ex-chefe do Palácio do Planalto pelos crimes de:
- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
- Golpe de Estado
- Organização criminosa
Integração entre investigação e judiciário
Coordenação institucional no caso golpista
A nomeação de Shor para o gabinete de Moraes representa uma integração direta entre a fase investigativa e a fase judicial do caso. Como relator do processo sobre a suposta trama golpista, Moraes terá agora em sua equipe o delegado que conduziu as investigações de base.
Essa proximidade pode facilitar:
- O fluxo de informações
- A compreensão técnica dos detalhes do inquérito
Por outro lado, a medida reforça a coordenação entre as instituições envolvidas no tratamento do caso. A presença de um especialista em investigações no gabinete ministerial pode contribuir para a análise dos autos.
Contexto institucional da movimentação
Procedimentos administrativos formais
A cessão de servidores entre órgãos é um mecanismo administrativo comum no serviço público. No caso específico, a transferência de um delegado da Polícia Federal para um gabinete do Supremo Tribunal Federal segue procedimentos formais.
O pedido partiu do ministro relator do caso e foi atendido pela direção da PF. A nomeação final coube ao presidente do STF, cumprindo as formalidades legais.
Essa movimentação ocorre enquanto o processo sobre a tentativa de golpe segue seu curso normal na mais alta corte do país. A experiência de Shor será agora aplicada no âmbito do gabinete ministerial.
