Desaprovação supera aprovação em fevereiro

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou 52% de desaprovação em fevereiro de 2026, segundo levantamento da Paraná Pesquisas. Em contraste, a aprovação à gestão ficou em 45% no mesmo período.

Além disso, 3% dos entrevistados não souberam ou não opinaram sobre o tema, completando o cenário de avaliação do Executivo federal.

A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 25 de fevereiro, abrangendo 2.080 eleitores em todos os 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. O trabalho tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%.

Esses parâmetros metodológicos garantem representatividade nacional aos resultados apresentados.

Comparação com o mês anterior

Os números de fevereiro representam uma mudança em relação ao mês anterior. Em janeiro, a desaprovação ao governo era de 50,6%, enquanto a aprovação alcançava 46,4%.

Isso significa que, em um mês, a taxa de desaprovação aumentou 1,4 ponto percentual, enquanto a aprovação recuou 1,4 ponto.

A variação ocorre dentro da margem de erro da pesquisa, mas indica tendência de crescimento na insatisfação com a gestão federal. Por outro lado, a parcela de indecisos ou sem opinião também apresentou alteração entre os dois períodos analisados.

Avaliação qualitativa da gestão

Além da pergunta sobre aprovação ou desaprovação, a pesquisa investigou como os entrevistados classificam qualitativamente o governo.

Classificações negativas e positivas

Os resultados mostram que 43,5% consideram a gestão “ruim” (7,3%) ou “péssima” (36,2%). Em contraste, 32,6% avaliam o governo como “ótimo” (12,8%) ou “bom” (19,8%).

Outros 22,5% dos participantes classificam a administração federal como “regular”. Esses números oferecem uma visão mais detalhada sobre as percepções da população, indo além da simples dicotomia entre aprovação e desaprovação.

Diferenças regionais marcantes

Os dados revelam disparidades significativas entre as regiões do país.

Regiões com maior desaprovação

  • Sul: desaprovação atinge 62,8%, o maior índice entre todas as áreas geográficas.
  • Sudeste: taxa de insatisfação chega a 55,1%, também acima da média nacional.

Região com maior aprovação

O Nordeste apresenta cenário distinto, com 59,2% de aprovação ao governo federal. Nessa região, a desaprovação fica em 37,9%, abaixo do patamar verificado em outras partes do território nacional.

Essas diferenças regionais refletem padrões históricos de apoio político no Brasil.

Bolsa Família influencia avaliação

O levantamento também analisou como a percepção sobre o governo varia entre beneficiários do programa Bolsa Família.

Beneficiários do programa

Entre quem recebe o benefício, a aprovação atinge 64,3%, enquanto a desaprovação fica em 33,3%. Esses números mostram apoio significativo à gestão federal nesse segmento específico da população.

Não beneficiários

Por outro lado, entre os entrevistados que não são beneficiários do Bolsa Família, a desaprovação ao governo chega a 56,8%.

A diferença entre os dois grupos evidencia como políticas sociais específicas podem influenciar a avaliação da administração federal pela população.

Metodologia e representatividade

A pesquisa foi conduzida com rigor metodológico, entrevistando eleitores em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

O tamanho da amostra (2.080 pessoas) e a margem de erro (2,2 pontos percentuais) garantem representatividade nacional aos resultados. O grau de confiança de 95% indica alta probabilidade de os números refletirem a realidade da população brasileira.

O período de coleta de dados, entre 22 e 25 de fevereiro, permite capturar as percepções do eleitorado em momento específico do ano.

Pesquisas desse tipo servem como termômetro político, oferecendo insights sobre a popularidade do governo em diferentes segmentos da sociedade.

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