PF acusa banqueiro de ocultar R$ 2,2 bilhões em conta do pai

A Polícia Federal (PF) afirma que o banqueiro Daniel Vorcaro ocultou R$ 2,2 bilhões em uma conta pertencente ao seu pai. A suposta manobra teria como objetivo dificultar o rastreamento patrimonial.

O empresário, apontado como líder de uma organização criminosa, foi preso na capital paulista. Posteriormente, ele foi transferido para uma penitenciária no interior de São Paulo.

As investigações também apontam para a existência de um grupo voltado para a intimidação de adversários. Familiares e um policial federal aposentado estariam envolvidos.

Estrutura para ocultar recursos

Operação Reag Investimentos

Segundo as investigações, a ocultação dos recursos teria sido realizada para dificultar o rastreamento patrimonial. O dinheiro estava com o pai de Vorcaro, na CBSF DTVM, conhecida como Reag Investimentos.

A medida faz parte de uma operação mais ampla que resultou na prisão do banqueiro e em buscas em endereços ligados aos investigados.

Medidas judiciais e prisão

O ministro Mendonça determinou o afastamento de cargos públicos e o sequestro de bens no montante de até R$ 22 bilhões.

Essas ações judiciais ocorreram após a autorização de busca e apreensão em 15 endereços ligados aos investigados em São Paulo e Minas Gerais.

A transferência de Vorcaro para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, aconteceu na manhã da última quinta-feira (5 de março de 2026). A mudança foi feita um dia depois da prisão do banqueiro na capital paulista.

Núcleo de intimidação em foco

Atuação do cunhado

As investigações indicam que o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, atuava como um mediador dos serviços do chamado “núcleo de intimidação”. Ele era responsável pelos pagamentos relacionados a essas atividades.

Fabiano Zettel é investigado por realizar pagamentos e orientar o núcleo de intimidação, conforme apontam as mensagens apreendidas. Esse grupo teria a função de monitorar e coagir adversários do banqueiro.

Outros envolvidos

Outro nome envolvido é o de Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado investigado por participar de grupo de monitoramento de adversários de Vorcaro.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão é apontado como um dos integrantes do grupo “A Turma”, que estaria ligado à estrutura criminosa.

A atuação desses indivíduos reforça a complexidade da organização, que combinava operações financeiras com ações de vigilância.

Defesa nega todas as acusações

Em contraste com as alegações da Polícia Federal, a defesa de Daniel Vorcaro informa que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades.

Os advogados afirmam que ele colaborou de forma transparente com as investigações desde o início. A defesa também ressalta que Vorcaro jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.

Além disso, a defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro. Os representantes legais confiam que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta.

Eles reiteram sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições, aguardando o desenrolar das ações judiciais.

Outros investigados sem manifestação

Até a publicação desta reportagem, os advogados de defesa dos outros alvos da operação não haviam se manifestado sobre os fatos imputados a eles pela Polícia Federal.

A ausência de pronunciamentos mantém em aberto a posição de figuras como Fabiano Zettel e Marilson Roseno da Silva.

O portal Poder360, que acompanha o caso, atualizará a reportagem quando receber as manifestações.

Essa falta de declarações contrasta com a postura da defesa de Vorcaro, que se posicionou de maneira enfática. Enquanto isso, as investigações seguem seu curso, com a Justiça determinando medidas cautelares severas.

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