O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), quer respostas sobre o comportamento de Débora do Batom durante o período em que esteve submetida a monitoramento eletrônico. Em um despacho obtido pela reportagem, o magistrado determina que o Núcleo de Monitoramento de Pessoas forneça todas as informações relevantes a respeito do cumprimento das condições impostas. A iniciativa surge em meio a questionamentos sobre a possibilidade de violação das restrições cautelares.

De acordo com fontes ouvidas pelo boreste.online, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) já confirmou o recebimento da ordem judicial. A pasta afirmou que irá se manifestar dentro do prazo estabelecido pelo próprio Moraes. Enquanto isso, a defesa da acusada mantém a posição de que os registros de falha no GPS, apontados como indícios de irregularidade, não configuram desobediência.

Moraes solicita dados detalhados à equipe técnica

No documento, o ministro requisita que o Núcleo de Monitoramento de Pessoas apresente as informações sobre o acompanhamento de Débora do Batom. A solicitação abrange:

  • Todo o histórico de monitoramento da investigada;
  • Momentos de perda de sinal de GPS;
  • Outros eventos que possam indicar descumprimento das ordens judiciais.

O objetivo é formar um juízo definitivo sobre a regularidade da conduta da ré.

Além da coleta de dados, Moraes determinou a correção imediata de qualquer erro ou irregularidade encontrada. A medida abrange tanto problemas técnicos quanto responsabilização administrativa.

Para o ministro, é fundamental que o sistema de monitoramento opere com total transparência e confiabilidade.

Secretaria promete cumprir prazo fixado

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que recebeu a ordem judicial e responderá dentro do prazo estipulado. O órgão, no entanto, não detalhou qual é esse prazo.

A SAP garantiu que está mobilizando sua equipe técnica para preparar um relatório completo e que cumprirá rigorosamente a determinação, como de praxe.

A resposta é aguardada com expectativa, pois os dados técnicos poderão esclarecer se houve violação por parte da monitorada.

O caso chama atenção por envolver uma figura já conhecida em outras controvérsias jurídicas.

Defesa nega irregularidades desde maio

Em maio, a defesa de Débora do Batom já havia se manifestado nos autos, negando descumprimento. Os advogados argumentaram que os registros de ausência de sinal de GPS não são suficientes para comprovar tentativa de fuga ou violação das condições judiciais.

Para a defesa, tais falhas podem ser atribuídas a problemas técnicos alheios à vontade da ré.

A tese defensiva sustenta que o mero registro de perda de sinal não constitui prova inequívoca de conduta ilícita. Seria necessária uma avaliação mais aprofundada de cada incidente para descartar hipóteses como mau funcionamento do equipamento ou interferências externas.

Com isso, a defesa espera que o esclarecimento solicitado por Moraes comprove a inexistência de dolo por parte de Débora.

Correção de falhas como garantia de justiça

Ao determinar a correção imediata de eventuais erros, o ministro Alexandre de Moraes reforça a necessidade de garantir a lisura do processo. Inconsistências no sistema de monitoramento comprometeriam a credibilidade da medida cautelar.

Por isso, a ordem é que as falhas sejam sanadas de imediato, para que a análise judicial se baseie em dados precisos e confiáveis.

Para o magistrado, a correção de irregularidades não é mera formalidade, mas elemento essencial para uma justiça equânime.

Com essa postura, evita-se que um erro técnico leve a uma interpretação equivocada sobre a conduta da investigada, o que poderia gerar consequências desproporcionais.

Divulgação do caso por Paulo Figueiredo

A notícia sobre o despacho de Moraes foi inicialmente publicada pelo jornalista Paulo Figueiredo, com exclusividade.

O portal boreste.online, a partir dessa revelação, confirmou as informações junto a fontes oficiais e agora detalha o caso.

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