O Brasil registrou 1.571 feminicídios em 2025, o maior número desde a criação do tipo penal, em 2015. O dado está no 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Com esse total, o país chega ao quarto recorde consecutivo de casos.

Recorde consecutivo e alta de 4%

O total de 2025 supera em 4% o registrado no ano anterior, quando foram 1.504 feminicídios. A taxa ficou em 1,4 por 100 mil mulheres, o que equivale a uma média de quatro vítimas por dia.

  • Alta de 4%: de 1.504 (2024) para 1.571 (2025)
  • Taxa de feminicídio: 1,4 por 100 mil mulheres
  • Média: quatro vítimas por dia
  • Recorde consecutivo: quarto seguido

O recorde é o quarto seguido, o que indica que o crescimento não é um fenômeno isolado. A criação do tipo penal, em 2015, foi um marco jurídico importante, mas os dados anuais mostram uma trajetória de alta. O anuário evidencia um quadro desafiador para as políticas de segurança e proteção à mulher. Embora a série histórica completa não tenha sido apresentada, a sucessão de recordes é suficiente para demonstrar a tendência.

Amapá e Rio Grande do Norte

No recorte por estados, o Amapá teve a maior variação proporcional do país, com alta de 347,7% na taxa de feminicídio. O Rio Grande do Norte aparece em segundo, com crescimento de 61,8% na taxa. Em comparação, a média nacional foi de 4%.

  • Amapá: alta de 347,7% na taxa
  • Rio Grande do Norte: alta de 61,8% na taxa
  • Média nacional: 4%

O anuário, no entanto, não detalhou os números absolutos dessas unidades da federação. A fonte não informou os totais de casos, o que limita a compreensão sobre o peso real. De todo modo, as taxas elevadas indicam que o fenômeno está presente em diferentes regiões. A comparação direta entre os estados fica prejudicada sem os dados absolutos, mas a ordem de grandeza das variações reforça o alerta.

Contexto e leitura dos números

O quarto recorde consecutivo ocorre em um cenário mais amplo. O feminicídio é um tipo penal criado em 2015, e essa série de dados ainda está em consolidação. A alta de 4% no último período é menor do que as variações observadas em alguns estados, mas mantém o país em nível elevado. A taxa de 1,4 por 100 mil mulheres pode parecer reduzida à primeira vista, mas significa que quatro mulheres perderam a vida por dia. A fonte não detalhou as causas das ocorrências.

Limitações da fonte

O material divulgado não traz todos os elementos necessários para uma análise mais aprofundada. A fonte não detalhou, por exemplo, a quantidade de feminicídios registrada em cada unidade federativa, nem outras variáveis que poderiam contextualizar os números.

  • Números absolutos de feminicídios por estado
  • Causas das ocorrências
  • Outras variáveis contextuais

Mesmo com essas limitações, os números centrais são claros: foram 1.571 feminicídios em 2025, contra 1.504 em 2024, uma alta de 4%. A taxa nacional de 1,4 por 100 mil mulheres e a média de quatro vítimas por dia completam o panorama. A ausência de detalhes não altera o fato de que o país alcançou o quarto recorde consecutivo.

Prioridade declarada pelo governo

O enfrentamento à violência contra a mulher foi apresentado como prioridade pelo governo desde a campanha de 2022. No segundo dia de mandato, o presidente Lula criou o Ministério das Mulheres. Ao longo do governo, Lula reiterou que seria “muito duro” nessa agenda.

As promessas, porém, convivem com números em ascensão. O resultado de 2025 é o quarto recorde consecutivo, o que expõe o desafio de transformar prioridade retórica em redução efetiva dos casos. Não há, no material divulgado, uma explicação sobre as causas do aumento ou sobre o impacto das medidas adotadas. A fonte não detalhou essas informações.

Origem da divulgação

O post “Casos de feminicídio batem recorde no Brasil pela quarta vez consecutiva” apareceu primeiro em Paulo Figueiredo. A publicação foi a responsável por levar os dados do anuário ao conhecimento do público. Este texto reproduz as informações dessa publicação. O título original do post resume o principal achado do levantamento: o recorde consecutivo de feminicídios no Brasil.

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