O ex-ministro das Comunicações Fábio Faria quebrou o silêncio sobre sua atuação na aproximação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em conversa por telefone com o site Correio da Manhã, Faria negou ter cometido irregularidade e afirmou que não sabia que o contrato firmado entre o escritório e o banco chegaria a R$ 131 milhões.
As declarações ocorrem após a Polícia Federal analisar mensagens que indicam a participação do ex-ministro em conversas sobre o acordo. Faria também respondeu a questionamentos sobre sua relação com Moraes e as críticas vindas de setores conservadores.
Faria nega conhecimento do valor milionário
Questionado sobre o valor do acordo, que posteriormente chegou a R$ 131 milhões, Faria negou ter participado das discussões ou ter conhecimento dos valores envolvidos. Segundo ele, sua atuação se limitou a indicar o escritório, sem envolvimento nas negociações financeiras.
O ex-ministro afirmou que não tinha ciência do montante que seria acertado entre as partes. A fonte não detalhou se houve outros intermediários na negociação do contrato.
Indicação do escritório a Vorcaro
Questionado sobre a razão de ter indicado justamente o escritório de Viviane Barci de Moraes a Vorcaro, Faria respondeu: “Porque era um escritório que eu conhecia e que tinha competência para atender o banco.” A declaração foi dada durante a entrevista ao Correio da Manhã.
O ex-ministro não entrou em detalhes sobre como conheceu o escritório, mas reforçou que a indicação foi baseada na confiança profissional. A fonte não detalhou se houve contato prévio entre Faria e Viviane Barci de Moraes antes da indicação.
Opinião sobre prazo do contrato
As mensagens analisadas pela PF também registram que Faria teria participado de conversas sobre a duração do contrato. Ao ser questionado sobre o motivo de ter opinado a respeito do prazo, ele afirmou: “Eu apenas sugeri um prazo que me parecia razoável, sem qualquer interesse.”
Faria negou que sua opinião tenha influenciado a decisão final das partes. A fonte não detalhou qual seria o prazo sugerido pelo ex-ministro.
Relação com Moraes e críticas da direita
Ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL), Faria também comentou as críticas feitas por integrantes do campo conservador em razão de sua relação com Moraes e das interlocuções mantidas depois que deixou o governo. Segundo ele, os vínculos com o ministro são anteriores à sua passagem pelo Executivo e fazem parte das relações que manteve após deixar a vida pública.
A relação de Faria com Moraes também se tornou alvo de críticas dentro da direita, especialmente por ele ter ocupado um ministério durante o governo Bolsonaro e, posteriormente, mantido contato com integrantes de diferentes campos políticos. O ex-ministro não respondeu diretamente a essas críticas, mas reafirmou que seus contatos são pessoais e não políticos.
Origem dos vínculos com Vorcaro e Moraes
Faria também foi questionado sobre sua atuação na aproximação entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. O ex-ministro afirmou que os dois vínculos surgiram em momentos diferentes de sua trajetória e negou que sua relação com o banqueiro tivesse origem em sua atuação no governo.
Ele destacou que conheceu Vorcaro fora do ambiente político e que a relação com Moraes é anterior ao cargo de ministro. A fonte não detalhou quando exatamente essas relações começaram.
As declarações de Faria ocorrem em meio a investigações da Polícia Federal sobre o contrato entre o escritório de Viviane Barci de Moraes e o banco de Daniel Vorcaro. O ex-ministro não informou se foi ouvido formalmente pela PF.
Fonte
- www.conexaopolitica.com.br
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