Em busca de uma virada no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Lula avalia chamar o publicitário baiano João Santana para a equipe de marketing de sua campanha. Segundo apurou a coluna, o petista escalou emissários para sondar o marqueteiro nas próximas horas. A movimentação ocorre em um momento decisivo da disputa eleitoral, quando a comunicação pode influenciar diretamente a preferência do eleitorado.
A decisão ainda não foi oficializada, mas a sondagem indica que o núcleo da campanha reconhece a necessidade de ajustes estratégicos. A fonte não detalhou os nomes dos emissários nem o prazo para uma resposta de João Santana. No entanto, a simples avaliação de mudança sinaliza que a atual estrutura de marketing pode não estar atendendo às expectativas do comando petista.
Quem comanda o marketing atualmente
Atualmente, o marketing da campanha de Lula é comandado pelo publicitário Raul Rabelo. Ele é sócio do atual ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, que também teve influência na estratégia de comunicação da campanha. Essa proximidade entre a Secom e a campanha tem gerado debates internos sobre a eficácia das mensagens veiculadas até aqui.
Raul Rabelo assumiu a função em um contexto de alinhamento com o governo, mas a campanha enfrenta desafios para engajar eleitores indecisos e reverter a vantagem do adversário. A fonte não detalhou se há insatisfação formal com o trabalho de Rabelo, mas a avaliação de trazer João Santana sugere que o desempenho atual é considerado insuficiente por parte do PT e de ministros.
A relação societária entre Rabelo e Sidônio Palmeira também levanta questionamentos sobre a independência da comunicação eleitoral em relação à máquina pública. Ainda assim, não há informações sobre qualquer irregularidade, e a fonte não detalhou se esse fator pesa na decisão de Lula.
Divergência entre aliados do PT
Uma ala do PT e de ministros do governo defende que o presidente substitua Raul por João Santana, caso o novo marqueteiro aceite atuar na campanha do petista no segundo turno. Outros aliados, porém, pregam apenas o reforço da equipe com a chegada de mais um publicitário baiano. Essa divisão reflete diferentes visões sobre o grau de mudança necessário para reverter o cenário eleitoral.
Os defensores da substituição argumentam que João Santana tem um histórico de vitórias em eleições presidenciais e poderia imprimir uma nova dinâmica à comunicação. Já os que preferem o reforço acreditam que a experiência de Raul Rabelo e a estrutura existente podem ser potencializadas sem uma ruptura completa. A fonte não detalhou qual corrente tem mais força no momento.
A divergência também expõe tensões internas sobre o papel de Sidônio Palmeira, que, como sócio de Rabelo, pode ter interesse na manutenção do atual comando. No entanto, não há informações sobre pressões diretas do ministro, e a fonte não detalhou se ele participa das discussões sobre a possível mudança.
O histórico vitorioso de João Santana
João Santana foi responsável pelo marketing das campanhas vitoriosas de Lula em 2006 e de Dilma Rousseff em 2010 e 2014. Sua atuação nessas disputas consolidou sua reputação como um dos principais estrategistas de comunicação política do país. A possibilidade de seu retorno à equipe de Lula é vista por aliados como um trunfo para o segundo turno.
Nas eleições de 2026, o publicitário atuou nas campanhas de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará e de ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia. Nenhum dos dois, porém, conseguiu se eleger. Esse resultado recente levanta dúvidas sobre a eficácia de suas estratégias em contextos locais, mas não diminui seu prestígio em campanhas nacionais.
A experiência de Santana em eleições presidenciais é considerada um diferencial, especialmente em um segundo turno polarizado como o atual. A fonte não detalhou se o publicitário já manifestou interesse em retornar à campanha de Lula ou se há negociações em andamento além da sondagem inicial.
O que esperar do segundo turno
A avaliação de mudança no marketing ocorre em um cenário de alta competitividade, onde cada ponto percentual pode ser decisivo. A campanha de Lula busca reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro, e a comunicação é apontada como uma área-chave para conquistar eleitores indecisos e mobilizar a base. A chegada de João Santana, se confirmada, poderia trazer novas abordagens e mensagens mais eficazes.
No entanto, a decisão ainda depende da resposta do publicitário e do consenso entre as diferentes alas do PT. A fonte não detalhou se há um prazo limite para a definição, mas a proximidade do segundo turno exige rapidez nas articulações. Enquanto isso, a campanha segue com a estrutura atual, sob o comando de Raul Rabelo e com a influência de Sidônio Palmeira.
A possível mudança também pode impactar a relação entre a campanha e o governo, já que a Secom tem papel relevante na comunicação oficial. A fonte não detalhou se haveria ajustes na pasta em caso de substituição no marketing eleitoral. O desfecho dessas negociações deve influenciar diretamente o tom e a estratégia da reta final da disputa.
