O governo federal intensificou os investimentos em campanhas publicitárias voltadas a algumas das principais bandeiras do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia ocorre em meio ao calendário eleitoral e busca reverter a avaliação negativa da gestão, que ainda supera a positiva, segundo pesquisa Datafolha divulgada em maio. O principal foco das campanhas tem sido programas de apelo eleitoral.

Campanhas milionárias em destaque

Entre as iniciativas que receberam maior destaque estão:

  • Ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda
  • Programa Desenrola Brasil
  • Gás do Povo
  • Programa Agora Tem Especialistas

A campanha em defesa do fim da escala 6×1 recebeu R$ 80 milhões, valor que supera os recursos destinados à divulgação da nova fase do Desenrola Brasil, de R$ 45 milhões. O montante também é o dobro do reservado para promover a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

Foco em redes sociais e reeleição

Entre 31 de maio e 6 de junho, cerca de R$ 687 mil foram destinados à promoção de publicações sobre o fim da escala 6×1 no Facebook e no Instagram. Dentro do Palácio do Planalto, a proposta é vista como uma das principais vitrines da campanha à reeleição de Lula. Ganharam espaço peças publicitárias associadas ao conceito de ‘Brasil Soberano’.

Popularidade ainda desafia governo

Pesquisa Datafolha divulgada em maio mostrou que a avaliação negativa da gestão ainda supera a positiva. A diferença entre avaliação negativa e positiva caiu de 11 pontos percentuais em abril para seis pontos. O levantamento apontou empate na aprovação pessoal do presidente: 48% aprovam e 48% desaprovam. A pesquisa foi realizada entre 20 e 21 de maio, com 2.004 entrevistados de 16 anos ou mais em 139 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07489/2026.

Comunicação oficial como prioridade

Desde fevereiro de 2025, o Planalto vem apostando em combinação de medidas econômicas, programas sociais e maior presença na comunicação oficial. Lula cobrou durante reunião ministerial: ‘Nós precisamos fazer com que o povo saiba o que aconteceu neste país.’

Segundo a Secom, a definição dos investimentos leva em consideração fatores como audiência, perfil do público-alvo, cobertura geográfica e diversificação dos meios de comunicação. O modelo adotado pelo governo prevê que a pasta defina as campanhas e repasse os recursos para as agências contratadas. A intensificação das campanhas ocorre em meio ao calendário eleitoral.

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