Marcola deixou a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a repercussão de repasses recebidos da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal. A saída foi comunicada ao presidente do PT, Edinho Silva, e também ao próprio Lula. Segundo relatos, o afastamento tem motivação política, e não jurídica, para evitar disputas internas ou uso por adversários contra a campanha.
Decisão comunicada a Edinho e Lula
A saída foi comunicada ao presidente do PT, Edinho Silva. Lula também foi informado sobre a decisão. A fonte não detalhou a forma como essas comunicações ocorreram. Não há informações sobre reunião presencial ou contato telefônico.
A ordem das comunicações também não foi esclarecida.
Segundo relatos, Marcola afirmou que o afastamento tem motivação política, e não jurídica. Ele teria dito que a medida busca evitar disputas internas na campanha. Também haveria a preocupação de que adversários usassem o caso contra Lula.
Esses pontos foram apresentados como justificativa para a saída. A avaliação, porém, não foi detalhada em profundidade.
Integrantes do governo relataram que Edinho Silva tentou convencer Marcola a permanecer. O presidente do PT teria feito essa tentativa diante da decisão já anunciada. Apesar disso, o desligamento foi mantido. Até o momento, a assessoria do PT não confirmou oficialmente o desligamento.
Repercussão e esclarecimentos sobre repasses
Confirmação de pagamentos
Na segunda-feira (3), Marcola confirmou ter recebido pagamentos da empresária Roberta Luchsinger. A confirmação ocorreu em meio à repercussão do caso.
A fonte não detalhou:
- o valor dos repasses;
- quantos pagamentos foram feitos;
- a data do recebimento;
- se os pagamentos foram em parcela única ou em transferências sucessivas.
Investigação sobre Roberta Luchsinger
Roberta Luchsinger é investigada pela Polícia Federal. A empresária é apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Não há detalhes sobre o objeto da investigação. As circunstâncias da amizade também não foram esclarecidas. A fonte não detalhou se a investigação tem relação com os repasses.
Empréstimo pessoal
Segundo Marcola, os valores recebidos se referem à quitação de um empréstimo pessoal firmado com a empresária. Ele apresentou essa explicação para justificar os repasses.
Em nota, o ex-assessor afirmou que a operação não tem relação com sua atuação no governo. A nota foi divulgada depois que o caso se tornou público. A data e as condições do empréstimo não foram informadas.
Nota oficial
“Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”
A frase reforça a defesa apresentada pelo ex-assessor. Ele reafirmou que sua atuação no governo foi pautada pela legalidade. Não há, até o momento, outras declarações de Marcola sobre o episódio.
Reação de Lula e defesa
Após a divulgação do caso, Lula determinou que Marcola prestasse esclarecimentos sobre o empréstimo. A determinação ocorreu diante da repercussão dos repasses.
O ex-chefe de gabinete, por sua vez, informou que pretende constituir defesa antes de voltar a se manifestar publicamente sobre o assunto. A nova manifestação deve ocorrer depois da formalização da defesa. O cronograma dessa defesa, contudo, não foi detalhado.
Trajetória na assessoria de Lula
Marcola exerceu as funções de assessor pessoal e político ao lado do presidente. Sua atuação envolvia o planejamento e a coordenação de reuniões, compromissos e viagens. Ele desempenhava essas tarefas desde o período que antecedeu o terceiro mandato.
A organização da agenda presidencial fazia parte de sua rotina. A fonte não detalhou se as funções incluíam outras atribuições.
Além disso, Marcola coordenou a agenda das caravanas de Lula pelo país em 2017 e 2018. A coordenação dessas agendas era uma de suas atribuições. Essas atividades faziam parte de sua atuação na equipe de Lula. A proximidade com o presidente marcou o período. A saída, portanto, altera uma trajetória de longo vínculo com a organização da agenda presidencial.
Publicação inicial e posição do PT
O conteúdo que noticiou a saída foi publicado inicialmente no portal Paulo Figueiredo. O título do material era “Marcola deixa campanha de Lula após repercussão de repasses de lobista”.
O post apareceu primeiro naquele veículo, conforme o registro. A publicação original, portanto, é atribuída ao portal Paulo Figueiredo.
A assessoria do PT segue sem confirmar oficialmente o desligamento. Até agora, não houve comunicado da legenda. A fonte não detalhou se o partido pretende se pronunciar nos próximos dias. Também não foram informados os próximos passos de Marcola. O silêncio da assessoria mantém a situação em aberto.
O desligamento, portanto, ocorre em meio a um caso que envolve uma empresária investigada pela Polícia Federal. Marcola nega qualquer ilegalidade e diz que os repasses têm origem privada. Novos esclarecimentos dependem da manifestação de Marcola após a constituição de defesa.
