O ator Wagner Moura afirmou que o identitarismo se transformou em uma espécie de “fascismo de esquerda”. Além disso, a declaração foi dada em entrevista ao jornalista Pedro Bial, gravada em Atenas, na Grécia, e exibida no “Conversa com Bial” na terça-feira (4), pela TV Globo. Em seguida, na conversa, ele rebateu críticos que o acusam de defender pautas de esquerda apesar do sucesso financeiro e de residir fora do Brasil. Ademais, Moura, que vive nos Estados Unidos há cerca de oito anos com a mulher, Sandra Delgado, e os três filhos, também comentou a polarização política, tema central do programa.

Fascismo de esquerda

Durante a entrevista, Moura afirmou que o identitarismo se transformou em uma espécie de “fascismo de esquerda”. Ademais, a declaração foi registrada durante as gravações em Atenas, na Grécia, onde o programa foi produzido. Dessa forma, o ator associou o fenômeno a uma forma de autoritarismo que julga a legitimidade das pessoas para falar sobre causas sociais. Ou seja, para ele, o movimento identitário, que deveria ampliar direitos, acabou por excluir quem não se encaixa em determinados perfis.

Em um dos momentos da conversa, Moura resumiu o teor das críticas que recebe. Ele citou a frase:

“Você é um hipócrita porque está aqui, em Atenas, tomando vinho com Pedro Bial e acredita que as pessoas que moram na favela merecem ser tratadas com decência”.

No entanto, para o ator, essa objeção desconsidera sua trajetória e sua ligação com as origens. Ademais, Moura destacou que essas críticas geralmente vêm de críticos identitários, que o atacam por supostas contradições entre o discurso e a prática.

Críticas e origem

Entre as argumentações elencadas por Moura estão:

  • “ele mora nos Estados Unidos e trabalha lá, então não pode falar do Brasil”
  • “ele prosperou na carreira, como pode ser de esquerda?”
  • “não é gay e defende gay”
  • “não é preto e defende preto”

O ator vive nos Estados Unidos há cerca de oito anos com a mulher, Sandra Delgado, e os três filhos. Dessa forma, essas colocações, segundo ele, representam um julgamento baseado em características pessoais, e não em ideias. Consequentemente, para Moura, tais críticas ilustram o identitarismo que ele chamou de “fascismo de esquerda”. Ou seja, para o ator, a defesa de causas é deslegitimada pela condição pessoal, e não pelo conteúdo do que é dito.

Vida nos Estados Unidos

No entanto, a residência no exterior, citada como crítica, não o impede de ter opinião sobre o Brasil, conforme ele indicou. Além disso, Moura destacou que as argumentações como “ele mora nos Estados Unidos” são parte de um julgamento identitário. Dessa forma, para ele, o fato de viver fora do país não invalida suas posições. Em resumo, essa discussão foi central na entrevista.

Origem em Rodelas

Por exemplo, ao comentar os ataques ligados à sua origem, Moura lembrou que foi criado em Rodelas, no sertão baiano. Além disso, ele disse que, quando vivia lá e era pobre, poderia ser de esquerda. Dessa forma, essa observação, segundo ele, mostra como os críticos ignoram sua história. Ademais, o ator considera que sua trajetória dá legitimidade para suas posições. Sobretudo, Moura enfatizou que sua infância em Rodelas e a vivência de pobreza são parte de sua formação. No entanto, ele ressaltou que, apesar da mudança para os Estados Unidos, mantém vínculos com o Brasil.

Polarização política

Ao abordar a polarização política, Moura afirmou:

“Eu lembro de uma época em que esquerda e direita brigavam, discutiam, mas estavam vendo o mesmo fato. Hoje, os fatos não importam mais”.

Dessa forma, com essa declaração, ele destacou a dificuldade de diálogo no cenário atual. Além disso, segundo o ator, os fatos deixaram de ser a base da discussão pública. Ademais, a entrevista tratou desse tema, e Moura relacionou a polarização à ascensão do identitarismo, que ele chamou de “fascismo de esquerda”.

Em resumo, com essas palavras, Moura criticou o atual estado do debate público. Além disso, ele afirmou que, no passado, esquerda e direita partiam dos mesmos fatos. Por outro lado, no presente, segundo o ator, isso não acontece mais. Sobretudo, essa visão foi uma das principais ideias da entrevista. Dessa forma, o programa, gravado em Atenas, foi exibido na terça-feira (4) pela TV Globo.

Dessa forma, a entrevista com Pedro Bial trouxe à tona a visão de Wagner Moura sobre o identitarismo e a polarização política. Além disso, o ator usou a frase “fascismo de esquerda” para definir o que considera uma distorção do movimento identitário. Ademais, ele também falou sobre as críticas que recebe, sua origem e a vida nos Estados Unidos. Em resumo, a conversa foi exibida na terça-feira (4) pela TV Globo.

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