O Itamaraty orientou embaixadas e consulados a reduzir a emissão de passaportes para casos não urgentes, diante do aumento recorde na procura pelo documento no exterior. A medida busca preservar os estoques de cadernetas enquanto o ministério busca recursos adicionais. A orientação vale para todos os postos consulares em funcionamento pelo mundo.
Alta de 26% no semestre
No primeiro semestre de 2026, o Itamaraty emitiu 188,9 mil passaportes em postos consulares no exterior. Esse volume é 26% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Em julho, os pedidos superaram 33 mil, o maior número já contabilizado em um único mês pelo ministério.
O movimento de alta não começou agora. Em 2024, foram emitidos 195,6 mil passaportes no exterior. No ano seguinte, o total subiu para 274,4 mil, uma alta de 40%. A trajetória ascendente indica que a demanda por passaportes veio se intensificando antes mesmo do salto de 2026.
Os dados mostram uma procura crescente pelos serviços consulares brasileiros. A fonte não detalhou a distribuição dos pedidos por país.
Demanda supera previsão orçamentária
O ritmo acelerado de solicitações superou a previsão orçamentária destinada à compra do material usado na confecção dos documentos. Diante disso, o Itamaraty orientou embaixadas e consulados a reduzir a emissão de passaportes para casos não urgentes.
A orientação busca preservar os estoques de cadernetas enquanto o ministério busca recursos adicionais. A fonte não detalhou o tamanho do déficit orçamentário nem a data prevista para a recomposição dos recursos. Também não foram especificados os critérios que definem um pedido urgente. O Itamaraty limitou-se a informar que a orientação vale para os casos não urgentes e atinge todos os postos consulares no exterior.
Taxas consulares caem pela metade
Antes da orientação, o Itamaraty já havia adotado outra medida para reduzir o custo do documento para os cidadãos. Uma portaria reduziu pela metade as taxas consulares cobradas em moeda estrangeira para emissão de passaportes em embaixadas e consulados brasileiros. A redução, em vigor desde 1º de junho de 2026, aproximou os valores dos praticados dentro do país.
Apesar da redução das taxas, a procura não arrefeceu. Em julho, foram registrados mais de 33 mil pedidos, o maior volume mensal já contabilizado pelo ministério. O número evidencia a alta pressão sobre o sistema consular. Esse recorde, inclusive, foi um dos fatores que levaram o Itamaraty a orientar a redução da emissão para casos não urgentes.
Novo fluxo nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, um novo fluxo para brasileiros está em vigor desde 30 de julho. Com a mudança, os passaportes deixaram de ser entregues durante o atendimento presencial. A produção passou a ser feita exclusivamente pela Casa da Moeda. A alteração vale para todos os pedidos processados nos postos consulares do país.
A medida ocorre em um momento de grande demanda, com mais de 33 mil solicitações em julho em todo o mundo. A fonte não detalhou como o novo fluxo afetará os prazos de entrega nos Estados Unidos. Também não há informações sobre a extensão do modelo a outros países. A mudança, no entanto, é uma das respostas do ministério ao volume recorde de pedidos.
O novo fluxo é o mais recente ajuste implementado pelo Itamaraty para lidar com a demanda. Ele passa a valer para todos os brasileiros que solicitam o documento naquele país. A produção centralizada na Casa da Moeda pode representar uma mudança logística, mas a fonte não detalhou o impacto financeiro.
Medidas do Itamaraty
As ações do Itamaraty envolvem, portanto, três frentes: a redução das taxas, o novo fluxo nos Estados Unidos e a orientação para reduzir a emissão em casos não urgentes. Todas buscam administrar a alta demanda enquanto os recursos não são repostos. A fonte não detalhou por quanto tempo as medidas permanecerão em vigor.
