O Brasil é o país que sofreu o maior aumento de tarifas dos Estados Unidos desde o retorno de Donald Trump à presidência. Os dados são da iniciativa Global Trade Alert (GTA), que reúne informações sobre comércio global compiladas pelo St. Gallen Endowment. O levantamento já considera o novo anúncio feito pela Casa Branca.
Salto de mais de 13 pontos percentuais
Quando Joe Biden deixou a Presidência, em janeiro de 2025, a tarifa efetiva média dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros era de 1,19%. Atualmente, a taxa está em 11,66%. Com a entrada em vigor das novas medidas no fim deste mês, a tarifa chegará a 14,42%. O aumento é de mais de 13 pontos percentuais.
Brasil ultrapassa 11 países no ranking
Com a nova tarifa, o Brasil ultrapassará 11 países no ranking dos mais tarifados pelos Estados Unidos: Turquia, Indonésia, Vietnã, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Alemanha, Índia, Áustria, Suécia e Itália. Antes do anúncio de quarta (15), o Brasil ocupava a 13ª posição entre os países com maior tarifa efetiva média aplicada pelos Estados Unidos.
Impacto concentrado em 25% dos produtos
Segundo o GTA, apenas um quarto dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos estará sujeito à tarifa máxima de 25%. Considerando os valores de 2024, dos US$ 39,6 bilhões exportados pelo Brasil para o mercado americano, cerca de US$ 8,5 bilhões serão atingidos pela alíquota máxima.
Tarifa efetiva menor que a da China
A tarifa nominal anunciada pela Casa Branca é de 25%. Na prática, considerando os mais de 2 mil produtos que têm isenção ou alíquotas reduzidas, a tarifa efetiva média será de 14,42%, segundo o cálculo do GTA. Com a nova medida, os produtos brasileiros terão uma tarifa efetiva média inferior apenas à aplicada aos produtos chineses. A taxa média para importações da China pelos Estados Unidos chegará a 21,5% no fim deste mês.
