Em meio a um imbróglio político, o deputado Lindbergh Farias admitiu não ter provas na acusação contra o delegado Alfredo Gaspar. Em busca de uma solução, o parlamentar acionou o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, para intermediar uma aproximação com Gaspar.

A informação foi publicada inicialmente no site de Paulo Figueiredo, em post intitulado “Lindbergh admite não ter provas de acusação contra Gaspar e tenta acordo”. O caso segue sem conclusão das investigações da Polícia Federal, e há risco de perda de mandatos.

Aproximação intermediada por Sóstenes Cavalcante

Segundo informações apuradas, Lindbergh Farias acionou Sóstenes Cavalcante para tentar uma aproximação com Alfredo Gaspar. O parlamentar enviou um rascunho de nota para avaliação do líder do PL, que prometeu ajudar.

Ainda de acordo com os relatos, Lindbergh tentou pedir desculpas a Gaspar pela acusação infundada de abuso sexual de menores. A iniciativa ocorre dias após a publicação do post que trouxe a público a admissão do deputado, embora a fonte não detalhe a data exata dos contatos.

Admissão de falta de provas

Na mensagem reproduzida no site de Paulo Figueiredo, Lindbergh escreveu: “Tenho q dizer q não tem prova”. A frase, atribuída ao deputado, foi interpretada como um reconhecimento de que a acusação carecia de sustentação.

Sóstenes Cavalcante, por sua vez, reagiu com um comentário que ganhou repercussão: “Essa frase resolve tudo”. A troca de mensagens, segundo a fonte, demonstrou o esforço de Lindbergh em reverter o quadro.

Gaspar recusa acordo e promete ir até o fim

Alfredo Gaspar não topou qualquer acordo e disse que vai até o fim para que Lindbergh e Soraya sejam responsabilizados pelo crime de denunciação caluniosa. Conforme as informações, Soraya Thronicle é apontada como coatora da denúncia, o que amplia o alcance da ação judicial.

A recusa de Gaspar encerra, ao menos por ora, qualquer possibilidade de solução negociada. Com isso, o caso se desloca para o âmbito criminal, com a expectativa de responsabilização dos parlamentares. A fonte não detalhou se houve uma resposta formal de Gaspar à tentativa de aproximação.

Polícia Federal não avança em cinco meses

A Polícia Federal não tomou qualquer providência nos últimos cinco meses, apesar de terem sido disponibilizados material genético e um laudo do exame de DNA que derrubariam as acusações. A fonte não detalhou os motivos da inércia da PF, mas a demora contrasta com a gravidade do caso.

O caso está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, que já cobrou explicações de Soraya. Enquanto isso, a defesa de Alfredo Gaspar aguarda uma definição sobre o inquérito, sem previsão de conclusão.

Risco de perda de mandato

Lindbergh Farias e Soraya Thronicle podem perder seus mandatos por quebra de decoro caso sejam condenados. São eles:

  • Lindbergh Farias
  • Soraya Thronicle

O deputado alagoano, anunciado como vice na chapa de Flávio, foi à Procuradoria-Geral da República pedir providências para que a investigação decorrente da acusação da dupla seja concluída. A atitude de Lindbergh, nesse cenário, indica uma tentativa de acelerar o processo antes que novas sanções sejam aplicadas.

Acusação forjada e sensacionalista

De acordo com os relatos, a acusação foi forjada e anunciada com sensacionalismo por parte de Lindbergh e Soraya. Desde o início não havia indício probatório, e os parlamentares governistas teriam agido com má-fé.

O caso ocorreu na conclusão das investigações da CPMI do INSS, que pediu o indiciamento de Lulinha por envolvimento no escândalo. Esse pano de fundo é apontado como a motivação para a criação de uma narrativa contra Gaspar. A fonte não detalhou a participação de outras pessoas na elaboração da denúncia.

A versão do primo de Gaspar

A história real, segundo as informações, não envolve crime nem Alfredo Gaspar, mas seu primo Maurício Breda. Na adolescência, Breda teve uma relação consensual com uma namorada mais velha, da qual nasceu uma menina, que ele só foi conhecer muitos anos depois.

Lourilene Pereira Marcelo da Silva gravou um vídeo contando tudo e desmentindo a versão dos petistas. O depoimento, porém, ocorre em meio à inércia da Polícia Federal, que segue sem tomar providências. A fonte não informou se o vídeo já foi apresentado formalmente às autoridades.

A fonte não detalhou se Lindbergh e Soraya farão novas declarações públicas sobre o caso. Também não há informações sobre a data de uma possível audiência ou conclusão do inquérito.

A publicação original, que apareceu no site de Paulo Figueiredo, trouxe a informação a público, e a fonte não detalhou o conteúdo da nota enviada a Sóstenes. O episódio, no entanto, continua a gerar repercussão.

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