O bilionário fundador da Evergrande, considerada a incorporadora imobiliária mais endividada do mundo, foi condenado à prisão perpétua nesta quinta-feira (19). A sentença foi proferida pelo tribunal da cidade de Shenzhen, no sul da China. Além disso, a corte também ordenou o confisco de todos os bens pessoais do executivo. Dessa forma, a decisão representa o desfecho de um processo que envolve o colapso financeiro da empresa.
A condenação ocorre após o empresário, identificado como Hui Ka Yan em cantonês e como Xu Jiayin em mandarim, ter se declarado culpado em abril. Ademais, o executivo admitiu participação em oito acusações, incluindo desvio de recursos, fraude na captação de fundos e captação ilegal de depósitos do público. Dessa forma, a Justiça considerou a confissão ao proferir a sentença. Além disso, o tribunal também aplicou multas bilionárias à companhia e à sua principal subsidiária.
A condenação do fundador da Evergrande
O tribunal de Shenzhen anunciou oficialmente a pena de prisão perpétua para Hui Ka Yan. Em seguida, a sentença foi divulgada por meio de um comunicado, no qual a corte detalhou também as multas aplicadas. Além do confisco de todos os bens pessoais do réu, a decisão atingiu a Evergrande e a Hengda Real Estate. Além disso, o tribunal informou que outros cinco executivos de alto escalão foram condenados. Dessa forma, as penas variam de seis a 18 anos de prisão. Contudo, a fonte não detalhou os nomes dos demais condenados.
Quem é o fundador da Evergrande
Hui Ka Yan, nome em cantonês, é o mesmo executivo que responde pelo mandarim Xu Jiayin. Além disso, ele fundou a Evergrande, que chegou a ser a principal incorporadora de imóveis da China. Em seguida, em abril, o empresário reconheceu formalmente sua culpa em oito delitos. Ou seja, as acusações incluem desvio de recursos, fraude na captação de fundos e captação ilegal de depósitos do público. Dessa forma, o reconhecimento da culpa foi registrado no processo. Consequentemente, a pena de prisão perpétua foi decretada em razão dessas condutas.
O colapso financeiro da incorporadora
A Evergrande entrou em inadimplência a partir de 2021, deixando de pagar a maior parte de suas obrigações. Ademais, o total da dívida da companhia é de 300 bilhões de dólares, cerca de R$ 1,5 trilhão. Dessa forma, esse valor coloca a incorporadora entre as maiores do mundo em endividamento. Contudo, a empresa, que já foi líder de mercado na China, não conseguiu se recuperar da crise. Assim sendo, o caso se tornou um dos maiores escândalos financeiros do setor imobiliário chinês. Por fim, a Justiça passou a investigar as responsabilidades da companhia e de seus gestores.
Multas bilionárias para empresa e subsidiária
O tribunal de Shenzhen aplicou multas expressivas contra a Evergrande e sua principal subsidiária. Ademais, a Evergrande terá de pagar 8,82 bilhões de yuans, valor que corresponde a cerca de R$ 6,7 bilhões. Além disso, a Hengda Real Estate, subsidiária da companhia, foi multada em 7 bilhões de yuans, equivalentes a aproximadamente R$ 5,4 bilhões. Dessa forma, os valores foram detalhados no comunicado oficial da corte. Assim sendo, essas sanções financeiras se somam às penas de prisão impostas aos executivos. Em resumo, a decisão busca punir tanto a pessoa jurídica quanto os envolvidos diretamente.
Penas de prisão para executivos
Além do fundador, outros cinco executivos de alto escalão da Evergrande foram condenados. Dessa forma, eles terão de pagar multas e cumprir penas de prisão que variam de seis a 18 anos. Contudo, a fonte não detalhou os nomes dos condenados nem o valor individual das multas. Além disso, o comunicado do tribunal apenas informou a faixa das penas e o número de executivos. Ou seja, essa parte da sentença ainda não teve maiores detalhes divulgados. Assim sendo, as identidades permanecem protegidas pelo processo judicial.
A confissão de culpa do executivo
Hui Ka Yan declarou-se culpado em abril, reconhecendo sua participação em oito crimes. Ou seja, as acusações incluem desvio de recursos, fraude na captação de fundos e captação ilegal de depósitos do público. Em seguida, a confissão foi feita perante a Justiça, após as investigações sobre o colapso da Evergrande. Dessa forma, o tribunal de Shenzhen considerou a confissão ao proferir a sentença. Além disso, a pena de prisão perpétua veio acompanhada do confisco de todos os bens pessoais. Por fim, o comunicado da corte destacou a gravidade das condutas.
Divulgação da sentença
A notícia da condenação apareceu primeiro no portal Paulo Figueiredo. Ademais, o post intitulado ‘China: Fundador da Evergrande é condenado à prisão perpétua’ foi o primeiro a relatar o caso. Além disso, o portal teve acesso ao comunicado do tribunal de Shenzhen. Dessa forma, a publicação trouxe os detalhes das multas, das penas e do confisco. Por fim, as informações foram posteriormente reproduzidas por outros veículos.
Desfecho do caso
A condenação de Hui Ka Yan e as multas impostas à Evergrande e à Hengda Real Estate marcam o desfecho do processo judicial. Dessa forma, com uma dívida de 300 bilhões de dólares, a incorporadora se tornou a maior exemplo de inadimplência do setor imobiliário chinês. Além disso, a decisão desta quinta-feira (19) incluiu o confisco de todos os bens pessoais do fundador. Assim sendo, o reconhecimento de culpa em abril foi considerado pela Justiça. Além disso, as penas aplicadas a outros cinco executivos variam de seis a 18 anos de prisão. Em resumo, o comunicado do tribunal de Shenzhen serviu de base para todas as informações divulgadas.
