A Polícia Federal aponta que a lobista Roberta Luchsinger, ligada a Fábio Luís da Silva, o Lulinha, realizou repasses ao ex-chefe de gabinete de Lula, identificado como Marcola. Portanto, de acordo com representações da PF, os valores foram usados para pagar cartão e financiamento de carro. Além disso, a revelação ocorreu após a revista Veja ter acesso a detalhes da investigação, e gerou desdobramentos no Planalto e na campanha presidencial.
O caso é investigado a partir de três inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF). Ademais, dois são relatados pelo ministro André Mendonça; o terceiro, pelo ministro Flávio Dino. Sobretudo, as apurações envolvem Lulinha, que é investigado sob suspeita de tráfico de influência e de atuar como sócio oculto em negócios da lobista com o governo federal.
Repasses revelados pela revista Veja
Segundo a publicação, os pagamentos foram realizados entre fevereiro e novembro de 2024. Ademais, a reportagem da Veja teve acesso a documentos e mensagens que integram as investigações. Contudo, a fonte não detalhou o valor total repassado nem a forma como os pagamentos foram feitos. No entanto, os registros indicam que Roberta bancou despesas de Marcola, incluindo fatura de cartão e financiamento de veículo.
Dessa forma, os dados levantados pela PF constam em representações enviadas ao STF. Além disso, essas representações pediram a abertura dos inquéritos e reuniram indícios sobre a relação entre Roberta, Marcola e Lulinha. Sobretudo, o intervalo dos repasses coincide com o período em que Marcola ocupava cargo importante no Palácio do Planalto.
Os repasses ocorreram entre fevereiro e novembro de 2024. Além disso, esse intervalo abrange os meses anteriores e posteriores à exoneração de Marcola, que deixou o Planalto em julho. Ou seja, os dados constam das representações da PF que embasaram os três inquéritos. Contudo, a fonte não detalhou se os pagamentos foram parcelados ou feitos de uma só vez.
Empréstimo de R$ 249 mil e joias
Assim sendo, as mensagens trocadas entre Marcola e Roberta também indicam que a lobista adquiriu um par de brincos e um colar de diamantes por R$ 9,2 mil. Além disso, segundo a coluna de Tácio Lorran, do Metrópoles, o objetivo era que Marcola desse as joias à mulher. Dessa forma, a compra ocorreu no mesmo período dos repasses, conforme os registros.
No entanto, em sua defesa, Marcola afirma que havia feito um empréstimo pessoal de R$ 249 mil com Roberta. Ademais, ele sustenta que o valor foi integralmente devolvido. Sobretudo, a defesa acrescenta que as joias também faziam parte do montante emprestado. Portanto, de acordo com a versão apresentada, a quantia teria sido quitada com juros e correção monetária.
Em resumo, as mensagens trocadas entre Roberta e Marcola estão no centro da apuração. Ou seja, nelas há referências à compra dos brincos e do colar. Além disso, o valor de R$ 9,2 mil é apontado como parte do alegado empréstimo. Contudo, a defesa sustenta a quitação integral com juros e correção.
Lulinha e os inquéritos no STF
Roberta Luchsinger é apontada como amiga próxima de Lulinha, filho mais velho do presidente Lula. Ademais, a relação entre eles é um dos pontos centrais da apuração. Além disso, as investigações indicam que Lulinha seria sócio oculto de negócios da lobista com o governo federal. Ou seja, a suspeita é de tráfico de influência.
Assim sendo, as representações da PF embasaram a abertura de três inquéritos. Dois estão sob relatoria do ministro André Mendonça, do STF. O terceiro é relatado pelo ministro Flávio Dino. Contudo, a fonte não detalhou o objeto específico de cada inquérito.
Portanto, os três inquéritos foram abertos com base nas representações da PF. Os ministros responsáveis são André Mendonça e Flávio Dino. Ou seja, dois inquéritos estão com Mendonça e um com Dino. Todavia, a fonte não detalhou a razão da divisão de relatorias.
Saída do Planalto e da campanha
Marcola era considerado um homem de confiança de Lula e tinha acesso direto ao gabinete presidencial. Todavia, em julho de 2024, ele foi exonerado do cargo no Palácio do Planalto. A justificativa oficial, à época, foi a de que deixaria o governo para integrar o núcleo de coordenação da campanha de Lula à reeleição.
No início de agosto, no entanto, a situação mudou. Assim sendo, depois que a imprensa revelou os pagamentos feitos por Roberta, Marcola também deixou a campanha. Dessa forma, a decisão foi tomada após a repercussão do caso. Contudo, a fonte não detalhou se a saída foi voluntária ou solicitada pela coordenação.
Em resumo, a exoneração de Marcola, em julho, foi justificada pela participação na campanha. Em seguida, a saída da campanha, em agosto, veio depois da revelação dos pagamentos. Todavia, a fonte não detalhou se a saída foi voluntária. Dessa forma, a situação deixou o ex-chefe de gabinete fora do governo e da campanha.
Andamento no STF
Os inquéritos seguem em apuração no Supremo Tribunal Federal. Ademais, as representações da PF reúnem elementos sobre os repasses e as mensagens. Ou seja, Roberta Luchsinger, Marcola e Lulinha aparecem nos autos. Contudo, a fonte não detalhou os próximos passos processuais.
Em resumo, o post com o título “Roberta Luchsinger pagou cartão e financiamento de carro de ex-chefe de gabinete de Lula, diz PF” apareceu primeiro no site Paulo Figueiredo. Dessa forma, esta reportagem reproduz as informações das representações da PF e das publicações citadas. Contudo, a fonte não detalhou se Roberta Luchsinger comentou os repasses. Assim sendo, a matéria permanece em aberto, sujeita a novos desdobramentos.
