Uma mansão de 2.110 metros quadrados, com três quartos, piscina e um cômodo usado como escritório, foi alugada em Brasília por cerca de R$ 240 mil por ano. Segundo ex-funcionários ouvidos pelo O Globo, o imóvel serviu de base para reuniões entre Lulinha, filho do presidente Lula, e Roberta, entre 2024 e 2025. De acordo com esses relatos, os encontros ocorriam com frequência de até duas vezes por semana. Além disso, o contrato de locação, intermediado pela imobiliária TRK, teve Rafael Nicolau Fioruci Arbex como locatário.

O imóvel e o contrato de locação

Características da mansão

O imóvel possui 2.110 metros quadrados e conta com três quartos, piscina e um cômodo utilizado como escritório. Além disso, o valor anual do aluguel é de aproximadamente R$ 240 mil, montante que reflete o alto padrão da propriedade. Ademais, a casa está situada em Brasília, endereço frequentemente associado a figuras públicas e políticas.

De acordo com ex-funcionários que falaram ao O Globo, o local funcionava como ponto de apoio para Lulinha durante suas passagens pela capital federal. Os relatos indicam uso recorrente, e não uma simples residência eventual. Dessa forma, as informações sobre valor e dimensões ajudam a dimensionar o contexto da locação.

O papel da imobiliária TRK

A imobiliária TRK foi a responsável por intermediar o contrato de locação. Segundo a empresa, a intermediação aconteceu em 2024 e o locatário foi Rafael Nicolau Fioruci Arbex. Além disso, esses dados constam na declaração oficial da imobiliária, que procurou esclarecer sua participação no negócio.

Reuniões na mansão

Relatos de ex-funcionários

Os relatos de ex-funcionários, divulgados pelo O Globo, apontam que a mansão era utilizada como base de reuniões entre Lulinha e Roberta. Além disso, esses encontros aconteciam durante as vezes em que Lulinha estava em Brasília. Segundo as mesmas fontes, teriam início em 2024 e se estendido até 2025, com frequência de até duas vezes por semana.

A rotina descrita indica que a casa não era apenas local de passagem, mas espaço de encontros recorrentes. Dessa forma, a frequência de até duas vezes por semana, entre 2024 e 2025, sugere utilização planejada. A defesa de Lulinha, no entanto, apresenta outra explicação.

A participação de Marcola

Em pelo menos uma ocasião, um desses encontros teria contado com a presença de Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula. Além disso, a participação de uma figura ligada ao governo aumenta a relevância das reuniões. Todavia, essas informações não foram confirmadas oficialmente, permanecendo no âmbito dos relatos.

Defesa de Lulinha nega irregularidades

Versão da defesa

A defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, nega qualquer irregularidade. Segundo o advogado, Lulinha nunca morou no imóvel. Ademais, as visitas ao local, de acordo com a defesa, são decorrentes da relação de amizade entre Lulinha e Roberta.

Essa versão contrasta com a frequência relatada pelos ex-funcionários. Por outro lado, enquanto eles apontam encontros regulares, a defesa apresenta justificativa de caráter pessoal.

Silêncio do proprietário

O proprietário da casa não contribuiu para esclarecer a situação. Assim sendo, ele se recusou a dar detalhes sobre a locação, alegando cláusula de confidencialidade no contrato. Dessa forma, a recusa mantém sob sigilo informações que poderiam ajudar a entender a natureza do uso do imóvel. Além disso, a cláusula de confidencialidade é comum em contratos de locação de alto padrão, mas sua invocação levanta questionamentos. Contudo, a fonte não detalhou mais informações sobre esse aspecto.

O que diz a imobiliária

A declaração da TRK

A imobiliária TRK, que intermediou a locação, esclareceu o papel de Roberta no processo. Segundo a empresa, Roberta participou de visitas e reuniões para discutir o aluguel do imóvel, mas não figurou como responsável pela assinatura do contrato.

“Em 2024, nós da TRK fizemos apenas a intermediação da locação da casa, e o locatário no contrato intermediado por nós foi o Rafael Nicolau Fioruci Arbex”, informou a empresa.

Essa declaração define, oficialmente, quem assinou o contrato do ponto de vista da imobiliária. Rafael Arbex, portanto, é o locatário registrado no acordo.

Perguntas sem resposta

Apesar do esclarecimento, a TRK não detalhou a relação entre Rafael Arbex e os outros envolvidos. Além disso, tampouco explicou por que o contrato foi firmado com ele e não com Roberta, que participou das negociações. Essas lacunas permanecem sem resposta.

Panorama do caso

Em resumo, as informações disponíveis até aqui se baseiam em relatos de ex-funcionários e na declaração da imobiliária. A defesa de Lulinha nega irregularidades, mas não apresentou detalhes adicionais. O proprietário, por sua vez, preferiu não se manifestar. Novos desdobramentos podem trazer mais esclarecimentos sobre o caso.

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