O presidente do conselho do Hospital Israelita Albert Einstein, Claudio Lottenberg, foi anunciado por Flávio Bolsonaro (PL) como o nome escolhido para comandar o Ministério da Saúde em um eventual governo. Segundo o candidato à Presidência, o convite já foi feito e aceito. O anúncio ocorreu durante a sabatina do Jornal Nacional, nesta sexta-feira (28).

Anúncio na sabatina do Jornal Nacional

Ao apresentar algumas das prioridades que pretende levar para a área, Flávio citou mudanças na gestão do SUS, maior digitalização dos serviços e medidas para reduzir as filas de consultas e exames. A confirmação do nome de Lottenberg foi feita em rede nacional, diante dos apresentadores do telejornal. O candidato não detalhou, na ocasião, como seria a transição ou os primeiros atos do futuro ministro.

O anúncio reforça a aposta em um perfil técnico e com experiência em gestão hospitalar de ponta. A escolha também sinaliza a intenção de aproximar o sistema público de práticas adotadas no setor privado. A fonte não detalhou se Lottenberg já participa ativamente da campanha ou apenas aceitou o convite para um eventual mandato.

Experiência no setor público

Lottenberg também acumula experiência no setor público. Já foi secretário municipal da Saúde de São Paulo, durante a gestão de José Serra, integra diferentes conselhos ligados à área e, em 2022, participou do grupo técnico de Saúde da equipe de transição do governo Lula. Essa trajetória o coloca em contato com gestores de diferentes espectros políticos.

A passagem pela secretaria municipal é frequentemente citada como um marco em sua carreira, por envolver a administração de uma das maiores redes de saúde do país. A participação na equipe de transição de Lula, por sua vez, demonstra trânsito em ambientes distintos. A fonte não detalhou quais conselhos específicos ele integra atualmente.

Atuação acadêmica e no setor privado

Na área acadêmica, é professor visitante da Universidade Harvard e atua no ensino de políticas públicas de saúde. Também presidiu a UnitedHealth Group Brasil e ocupa posições em entidades voltadas à discussão sobre gestão, inovação e políticas para o sistema de saúde. Essa combinação entre academia e mercado é vista como um diferencial para o cargo.

O vínculo com Harvard reforça sua inserção em debates internacionais sobre saúde pública. A experiência na UnitedHealth Group Brasil, uma das maiores operadoras de saúde do mundo, evidencia familiaridade com modelos de gestão privada. A fonte não detalhou quais entidades ele preside ou integra no momento.

Colunista e debatedor de temas de saúde

Além da atuação médica e administrativa, Lottenberg participa de encontros públicos sobre a saúde. Ele é colunista da Forbes Brasil e da Veja e escreve sobre SUS, prevenção, inovação, inteligência artificial, longevidade, produtividade e os desafios de financiamento e gestão da saúde. Seus artigos costumam abordar propostas para o sistema público e privado.

A presença em veículos de grande circulação amplia sua visibilidade e o coloca como formador de opinião no setor. Os temas que aborda em suas colunas coincidem com as prioridades citadas por Flávio Bolsonaro na sabatina. A fonte não detalhou se ele continuará escrevendo caso assuma o ministério.

Representação na comunidade judaica

O médico também possui atuação na comunidade judaica. Presidiu a Confederação Israelita do Brasil (Conib), foi vice-presidente do Congresso Judaico Mundial e integra comitivas em organizações de representação da comunidade no Brasil e no exterior. Essa liderança comunitária é parte relevante de sua biografia pública.

A Conib é uma das principais entidades de representação da comunidade judaica no país, com atuação em temas como direitos humanos e diálogo inter-religioso. O cargo de vice-presidente no Congresso Judaico Mundial indica projeção internacional. A fonte não detalhou se essa atuação terá influência em sua gestão na Saúde.

O anúncio de Claudio Lottenberg como futuro ministro da Saúde, caso Flávio Bolsonaro seja eleito, traz um nome com trânsito entre os setores público, privado, acadêmico e comunitário. A confirmação foi feita em rede nacional, mas ainda restam dúvidas sobre os detalhes de sua eventual gestão. A fonte não detalhou os próximos passos da campanha em relação à área da saúde.

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