Levantamento da Quaest realizado entre 31 de julho e 3 de agosto indica que 55% dos brasileiros veem o país na direção errada. Além disso, o instituto ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
Ademais, o estudo traz ainda dados sobre otimismo e avaliação de programas do governo.
Percepção negativa avança entre brasileiros
De acordo com a pesquisa, 55% dos entrevistados disseram que o país vai na direção errada. Por outro lado, no levantamento anterior, o índice era de 51%, o que representa um crescimento de quatro pontos percentuais na avaliação desfavorável.
- Otimismo: recuou de 39% para 38%.
- Pessoas sem resposta: caíram de 10% para 7%.
Dessa forma, esses números mostram que parte da população migrou para uma opinião definida, majoritariamente negativa. Assim sendo, a soma de otimistas e indecisos, que era de 49% no mês passado, agora é de 45%. Todavia, a Quaest não detalhou os motivos da variação.
Números revelam mudança no humor
Entre julho e agosto, a avaliação negativa passou de 51% para 55%, enquanto o otimismo caiu um ponto. Sobretudo, a indecisão recuou de 10% para 7%. Consequentemente, essas mudanças apontam para um movimento de cristalização da opinião desfavorável.
Ademais, a distância entre negativos e positivos aumentou de 12 pontos para 17 pontos. Em julho, a diferença era de 51% contra 39%; agora, é de 55% contra 38%. Essa variação, contudo, não ganhou explicação da Quaest.
Em resumo, os números mostram um movimento consistente de queda na confiança. Ademais, a redução dos indecisos, de 10% para 7%, coincidiu com o avanço do pessimismo. No entanto, a metodologia não permite afirmar que todos os indecisos migraram para a avaliação negativa. Ou seja, a pesquisa apenas registra a distribuição das respostas. Portanto, essa é a leitura possível a partir dos dados.
Metodologia do levantamento
A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre 31 de julho e 3 de agosto. Além disso, a margem de erro do estudo é de 2 pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%.
- Registro na Justiça Eleitoral: BR-06591/2026.
- Perfil dos entrevistados: a fonte não detalhou informações adicionais.
Dessa forma, a ficha técnica indica que os dados coletados permitem uma leitura nacional do eleitorado. Assim sendo, com essas condições, é possível analisar os números relativos à economia e aos programas sociais.
Desemprego baixo ainda não gera otimismo
A pesquisa foi realizada em um contexto de desemprego em torno de 5,4%, o menor nível da série histórica. Contudo, mesmo diante desse indicador, os brasileiros seguem pessimistas em relação ao desempenho do presidente Lula.
Ademais, o instituto aponta ainda descrença com alguns dos principais programas do governo voltados às finanças pessoais. Dessa forma, a combinação entre um mercado de trabalho aquecido e uma avaliação negativa do governo sugere que fatores econômicos não são suficientes para mudar a percepção política. Todavia, a Quaest não apresenta uma explicação causal para essa relação. Por exemplo, os dados sobre o Desenrola 2.0 ajudam a ilustrar o cenário.
Desenrola 2.0 tem queda na aprovação
O programa Desenrola 2.0, destinado à renegociação de dívidas, é aprovado por 47% dos entrevistados. Por outro lado, outros 25% avaliam que o programa ajuda um pouco. Contudo, para 23%, trata-se de uma má ideia.
- Aprovação: 47% (eram 55%)
- Ajuda parcial: 25% (eram 20%)
- Rejeição: 23% (eram 21%)
A aprovação, portanto, caiu oito pontos, a rejeição subiu dois pontos e a ajuda parcial avançou cinco pontos. Mesmo com a queda, a soma das opiniões positivas e parcialmente positivas é de 72%, superando a rejeição. O programa ainda é bem avaliado pela maioria, mas perdeu intensidade.
O que diz o CEO da Quaest
Felipe Nunes, CEO da Quaest, afirmou: “Os programas não deixaram de ajudar. O que parece ter diminuído é seu efeito marginal: o ganho político adicional que produzem ao longo do tempo”.
Ou seja, a declaração ajuda a entender por que o Desenrola 2.0, mesmo auxiliando a população, não gera o mesmo retorno de aprovação de antes. Segundo Nunes, o efeito político tende a diminuir conforme o programa se consolida.
O estudo, contudo, não apresenta projeções futuras. Em suma, o conteúdo desta reportagem foi produzido com base nas informações divulgadas pela Quaest. O post “Brasileiros veem país indo na direção errada com Lula, indica Quaest” apareceu primeiro em Paulo Figueiredo.
