Prisão ocorre durante embarque para Dubai

O banqueiro Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no momento em que embarcava para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A defesa afirma que o objetivo declarado da viagem era concluir a venda do Master a investidores árabes.

Essa operação havia sido anunciada em parceria com o Grupo Fictor, criando um cenário de negócios que antecedeu a detenção. Investigadores já vinham monitorando os movimentos do banqueiro antes do episódio no aeroporto.

Múltiplos planos de voo identificados pela PF

A Polícia Federal identificou que Vorcaro tinha pelo menos três planos de voo diferentes antes de ser preso. Essa pluralidade de rotas aéreas levantou questionamentos sobre as reais intenções do banqueiro.

Indícios de dificuldade de rastreamento

Os investigadores encontraram indícios de que um helicóptero teria sido utilizado para dificultar um eventual rastreamento de suas movimentações. A fonte não detalhou como essa informação foi obtida.

Os advogados de defesa não responderam aos questionamentos específicos sobre a existência desses diferentes planos de voo. Eles classificaram como meramente especulativas as informações sobre uma suposta tentativa de fuga do país.

Contexto da venda do Master

A proposta de compra do Master pelo Grupo Fictor foi divulgada no fim do dia 17 de novembro. Na manhã seguinte, uma reportagem jornalística apontava que investigadores desconfiavam que a operação teria sido uma encenação.

Estratégia de aceleração da venda

Segundo essa tese, o objetivo seria viabilizar a saída do banqueiro do território nacional. Diante desse alerta, a investigação sustenta que Vorcaro teria acelerado a simulação da venda.

A estratégia, de acordo com essa linha de raciocínio, visava criar uma justificativa formal para viajar ao exterior. O jato particular em que ele embarcaria tinha Malta como destino inicial, sendo apontada como parada técnica antes dos Emirados Árabes Unidos.

Defesa mantém posição sobre liquidação

Desde a prisão, Vorcaro mantém a posição de que o Banco Central deveria ter analisado a proposta da Fictor antes de optar pela liquidação do Master. A reunião da diretoria do BC que decidiu pelo encerramento ocorreu no dia 17 de novembro.

Argumentos contra a tese de fuga

Os advogados do banqueiro reiteram que ele não pretendia fugir do país. Eles afirmam que a viagem a Dubai tinha como objetivo único tratar da operação com a Fictor.

Para reforçar esse argumento, a defesa cita que, antes da prisão, Vorcaro participou de uma reunião virtual com o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino. Segundo os representantes legais, essa participação em encontro com autoridades afasta qualquer risco de fuga.

A estratégia da defesa busca desconstruir a narrativa de que haveria intenção de evasão por parte do banqueiro. O caso segue com versões contraditórias sobre os fatos que antecederam a detenção.

Fonte