Ativista do BLM é condenada por fraude eleitoral em Memphis
Pamela Moses, fundadora do braço local do movimento Black Lives Matter, foi condenada a seis anos e um dia de prisão por registrar-se ilegalmente para votar. A sentença foi anunciada pelo juiz Mark Ward na segunda-feira, 31 de janeiro.
A ativista tentou se registrar como eleitora em setembro de 2019, enquanto estava em liberdade condicional. Essa situação, segundo a lei do Tennessee, a impedia de exercer o direito ao voto.
Detalhes da condenação
O juiz destacou que Pamela Moses votou seis vezes de forma ilegal após ser condenada em 2015. O processo investigou a tentativa de fraude no registro eleitoral, encerrando-se com a definição da pena.
Documento falso para obter registro eleitoral
Para conseguir se registrar, Pamela Moses apresentou um atestado falso afirmando que sua liberdade condicional já havia expirado. O documento foi usado para obter autorização junto aos órgãos responsáveis pelo cadastro.
O juiz Mark Ward afirmou que a ativista enganou o departamento de liberdade condicional para obter documentos falsos. A manobra fraudulenta foi descoberta durante investigações, revelando a falsificação das informações.
A fonte não detalhou os argumentos apresentados pela defesa durante o julgamento.
Histórico criminal anterior à fraude eleitoral
Pamela Moses havia sido condenada por diversos crimes antes de setembro de 2019. Em 2015, ela foi declarada culpada de:
- Perjúrio
- Falsificação de provas
Essas condenações resultaram em uma sentença que a colocou em liberdade condicional por sete anos. Esse período estava em vigor quando ela tentou se registrar como eleitora.
O histórico criminal foi considerado durante o julgamento para a definição da pena de seis anos e um dia de prisão.
Regras eleitorais para condenados no Tennessee
No Tennessee, presos e condenados em liberdade condicional perdem temporariamente o direito de votar. A legislação local estabelece que:
- A perda do direito ao voto é temporária durante a liberdade condicional
- Após o cumprimento integral da pena, os direitos políticos podem ser restaurados
- Tentativas de burlar essa regra são consideradas crimes
A fonte não detalhou se há discussões sobre mudanças nessas leis no estado.
Declarações do juiz durante o anúncio da sentença
O juiz Mark Ward afirmou que Pamela Moses:
- Enganou o departamento de liberdade condicional para obter documentos falsos
- Votou seis vezes ilegalmente após ser condenada em 2015
Essas declarações reforçaram a gravidade do crime perante o tribunal. O magistrado considerou que as ações da ativista representaram desrespeito às instituições e às leis eleitorais.
A fonte não detalhou se Pamela Moses se pronunciou durante o julgamento.
Repercussão no movimento Black Lives Matter
Pamela Moses é fundadora do braço local da organização Black Lives Matter. Sua condenação ocorre em um momento de ampla visibilidade para o movimento, que luta contra:
- Injustiça racial
- Violência policial
A fonte não detalhou reações oficiais do BLM ao caso nem se a organização se posicionou sobre a sentença.
Principais pontos do caso
Resumo dos fatos mais relevantes:
- Pamela Moses tentou se registrar como eleitora em setembro de 2019 durante liberdade condicional
- Apresentou atestado falso afirmando que sua condicional havia expirado
- Foi condenada a seis anos e um dia de prisão pelo juiz Mark Ward em 31 de janeiro
- Votou seis vezes ilegalmente após condenação em 2015
- Tinha histórico de condenações por perjúrio e falsificação de provas
- No Tennessee, condenados em liberdade condicional perdem temporariamente o direito ao voto
O caso se encerra com a definição da pena. A fonte não forneceu informações sobre recursos ou apelações.
