Pesquisa revela desconfiança recorde no STF

Uma pesquisa de opinião divulgada nesta sexta-feira (20) mostra que a confiança da população no Supremo Tribunal Federal atingiu seu menor patamar histórico.

O levantamento, realizado em parceria com o Estadão, revela um cenário de desgaste ampliado pelo caso Master. Esse processo tem ocupado espaço central no debate público.

Os números indicam um ceticismo crescente em relação ao funcionamento da mais alta corte do país.

Metodologia da pesquisa

O estudo foi conduzido pela AtlasIntel entre os dias 16 e 19 de março de 2026. Foram ouvidas 2.090 pessoas em todo o território nacional.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Esses dados oferecem um retrato atualizado da percepção pública sobre as instituições brasileiras.

A pesquisa foi realizada em um momento de tensões políticas, mas a fonte não detalhou o contexto específico.

Imparcialidade em questão na Corte

Os resultados mostram que 60% dos entrevistados não veem imparcialidade dos magistrados no julgamento de processos.

Esse índice reflete uma desconfiança generalizada sobre como as decisões são tomadas na mais alta instância do Judiciário.

Além disso, a mesma proporção de ouvidos não acredita que todos os investigados sejam tratados da mesma forma pela Corte.

Percepção de tratamento diferenciado

Esses números sugerem que parte significativa da população questiona a equidade do sistema judicial em seu nível mais elevado.

A percepção de tratamento diferenciado parece ter se consolidado entre os brasileiros. Isso influencia diretamente a confiança na instituição.

Esse cenário se desenvolve em meio a debates acalorados sobre a atuação do STF em casos de grande repercussão.

Comparação com outras instituições

A desconfiança da população é maior no Congresso Nacional, onde 86% dos entrevistados manifestam falta de confiança.

Esse índice supera significativamente os números registrados para o Supremo Tribunal Federal.

Em contraste, o governo federal tem índice de desaprovação semelhante ao do STF. São 59% declarando não confiar na administração federal.

Panorama institucional brasileiro

Esses dados colocam em perspectiva o grau de credibilidade das diferentes instituições brasileiras.

Enquanto o Legislativo enfrenta o maior nível de desconfiança, o Judiciário e o Executivo dividem patamares próximos de avaliação negativa.

Essa distribuição revela um cenário institucional complexo. Diferentes poderes enfrentam desafios de legitimidade perante a opinião pública.

Avaliação individual dos ministros

A pesquisa também mediu a percepção sobre ministros específicos do STF. Os resultados mostram variações significativas:

  • Gilmar Mendes registra 67% de desaprovação
  • Alexandre de Moraes tem 59% de percepção negativa
  • Nunes Marques aparece como um dos menos aprovados – apenas 22% dos entrevistados o veem de forma positiva
  • Flávio Dino é o segundo mais bem aprovado, com 40% de avaliação positiva
  • Mendonça lidera a aprovação entre os ministros, com 43% de percepção favorável

Influência na imagem institucional

Esses números mostram que a imagem pública de cada magistrado influencia a percepção geral sobre a instituição.

A avaliação individual dos integrantes da Corte varia significativamente entre os entrevistados.

A fonte não detalhou os critérios específicos para essas avaliações individuais.

Expectativas para o futuro

Quando questionados sobre as perspectivas para o STF, os entrevistados apresentaram opiniões divididas:

  • 29% acham que a situação vai melhorar
  • 20% consideram que ficará igual
  • 19% dizem que piorará
  • 30% declaram ser cedo para opinar sobre o tema

Cenário de incerteza

Essa distribuição revela um cenário de incerteza sobre o futuro da mais alta corte do país.

A parcela significativa que prefere não se posicionar sugere cautela na avaliação de tendências.

As opiniões divididas indicam que não há consenso sobre a direção que o STF tomará nos próximos períodos.

Impacto no cenário institucional

Os números da pesquisa refletem um momento delicado para as instituições brasileiras.

A combinação de desconfiança no STF, no Congresso e no governo federal aponta para um cenário de questionamento generalizado.

Esse contexto se desenvolve em meio a debates sobre o papel do Judiciário na democracia brasileira.

Contexto do caso Master

A pesquisa não detalha as causas específicas para a queda na confiança. No entanto, o caso Master aparece como elemento central no desgaste recente.

Os dados oferecem um retrato quantitativo de uma percepção que tem sido amplamente discutida em espaços públicos e midiáticos.

O desafio agora é compreender como essas instituições responderão ao cenário de desconfiança revelado pelo levantamento.

Fonte