Representação pede apuração de gastos
O Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria Geral da União (CGU) foram provocados a investigar a compra de 550 computadores de mesa, 700 cadeiras e 300 notebooks pelo Ministério da Fazenda. A despesa soma R$ 7,5 milhões. Os bens foram adquiridos sem qualquer embasamento que justifique o gasto público e para um setor que não fará uso porque 56% dos funcionários estão em home office.
A Procuradoria da República do Distrito Federal recebeu uma representação do deputado estadual Guto Zacarias. Na representação, o deputado afirma que houve expressivas despesas para aquisição de computadores, mobiliário e cadeiras. A representação do parlamentar revela situação que merece apuração pelos órgãos de controle, especialmente para verificar se as aquisições foram precedidas de estudos técnicos que demonstrassem sua efetiva necessidade.
Notícia de fato registrada no MPF
O Ministério Público Federal registrou o pedido como uma notícia de fato, que será distribuída a um dos procuradores que atuam em Brasília. Na CGU, um cidadão registrou uma denúncia anônima. O cidadão pediu que fosse apurada a compra por ter sido feita sem estudo técnico preliminar.
Valores já pagos e pendentes
Já foram pagos os valores das cadeiras – R$ 938 mil – e dos computadores de mesa – R$ 3,7 milhões. Os valores dos notebooks, ainda não entregues, permanecem apenas empenhados: R$ 2,8 milhões. Equipamentos comprados para funcionários do Tesouro Nacional, parte deles em regime de trabalho híbrido.
Detalhamento dos itens adquiridos
550 computadores de mesa foram contratados por R$ 3,756 milhões, com valor unitário de R$ 6.830. 700 cadeiras de escritório foram contratadas por R$ 938 mil, com valor unitário de R$ 1.340. 300 notebooks não entregues até o início de junho foram contratados por R$ 2,844 milhões, com valor unitário de R$ 9.480. O total geral é de R$ 7,53 milhões. A fonte dos dados é o Ministério da Fazenda, com elaboração do Metrópoles.
Justificativa do Ministério da Fazenda
A STN precisa manter seus postos de trabalho adequadamente equipados para atender à demanda presencial sempre que necessário. Isso garante condições adequadas para a execução das atividades institucionais e evita a indisponibilidade de mobiliário.
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