Brasil lidera alta da dívida entre emergentes
O Brasil deve registrar a segunda maior alta da dívida pública bruta entre os países do G20, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). O estudo, que abrange os anos de 2022 a 2025 e projeta até 2026, indica que a dívida brasileira passará de 83,9% do PIB em 2022 para 96,5% do PIB ao fim de 2026. O aumento previsto é de 12,6 pontos percentuais, ficando atrás apenas da China, que deve ter elevação de 29,6 pontos percentuais no mesmo período.
Comparação com emergentes
O desempenho brasileiro é pior que o de outros países emergentes, como África do Sul, México e Argentina, que apresentaram crescimento menor da dívida no período analisado. A trajetória de alta coloca o Brasil em posição desfavorável no cenário internacional, especialmente entre nações de renda similar.
Maior nível desde crise de 2015
Caso a projeção do FMI se confirme, o endividamento do país atingirá o maior nível desde a crise fiscal enfrentada durante o governo Dilma Rousseff (PT). Entre 2015 e 2016, a dívida bruta saltou de 61,6% para 77,4% do PIB em meio à recessão econômica. O novo patamar projetado supera esse período, indicando um agravamento fiscal.
Projeções futuras de alta
As projeções do FMI indicam que a trajetória de alta deve continuar. A estimativa é que a dívida brasileira avance de 96,5% para 105,5% do PIB nos quatro anos seguintes, um acréscimo de 9 pontos percentuais. Isso sugere que o endividamento pode ultrapassar a barreira dos 100% do PIB em um futuro próximo.
Diferenças metodológicas
O FMI considera todos os passivos do governo geral em seu cálculo. Já o Banco Central exclui alguns ativos e passivos específicos, enquanto o Tesouro Nacional contabiliza apenas a dívida pública federal, que representa parte do endividamento do setor público. Essas diferenças metodológicas podem gerar variações nos números divulgados por cada instituição.
Posição na OCDE
No grupo dos 38 países da OCDE, o Brasil aparece entre os maiores aumentos da dívida pública. Segundo o levantamento, o Brasil fica atrás apenas da Finlândia, com alta de 19,1 pontos percentuais, e da Polônia, com 16,9 pontos percentuais. Isso reforça a magnitude do crescimento do endividamento brasileiro no contexto internacional.
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