Indicação de Messias ao STF na reta final
A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) chegou à reta final com placar apertado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
A sabatina do nomeado está marcada para 28 de abril, enquanto a votação no plenário está prevista para o dia seguinte. Para ser aprovado, Messias precisa de ao menos 41 votos no plenário do Senado.
Maior grupo ainda não se posicionou
O maior grupo continua sendo o dos senadores que ainda não se posicionaram sobre a indicação. Essa indefinição mantém o cenário em aberto, apesar dos esforços de articulação política.
A fonte não detalhou quantos parlamentares compõem esse grupo majoritário.
Votos confirmados a favor da indicação
Os votos confirmados a favor incluem senadores da base governista, como Augusta Brito (PT-CE) e Rogério Carvalho (PT-SE).
Também estão entre os apoiadores nomes de outros partidos, como:
- Soraya Thronicke (Podemos-MS)
- Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro de Jair Bolsonaro
Essas adesões demonstram um apoio que ultrapassa as fronteiras partidárias tradicionais.
Projeção otimista do governo
Aliados do governo Lula no Senado trabalham com um cenário de aprovação relativamente confortável para Messias, projetando ao menos 48 votos no plenário.
Essa estimativa supera o mínimo necessário de 41 votos, indicando uma margem de segurança. A avaliação interna é que, embora haja resistências públicas, parte do apoio tende a se concretizar de forma reservada, já que a votação será secreta.
Estratégia do voto silencioso
O chamado “voto silencioso” incluiria senadores que evitam declarar posição antecipadamente, mas sinalizam adesão nos bastidores.
Essa prática é comum em votações sigilosas e pode alterar significativamente o resultado final. A estratégia depende da capacidade de articulação do governo nos corredores do Congresso.
Parecer favorável do relator
O relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), fez a leitura de seu parecer favorável à nomeação na CCJ em 15 de abril.
O documento tem caráter mais protocolar do que decisório e se concentra na apresentação do currículo e da trajetória de Messias, com informações sobre sua formação e atuação profissional. O relatório serve como base para a discussão na comissão.
Impasse sobre data da sabatina
O governo enfrenta um impasse logístico entre manter a sabatina para 28 de abril ou recuá-la para 29.
O dia 28 reduz o risco de falta de quórum, enquanto o dia 29 amplia o tempo para articulações com senadores. A sabatina, inicialmente prevista para 29 de abril, foi antecipada diante do risco de esvaziamento na semana do feriado de 1º de maio.
