Em audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (22) perante o juiz Djalma Moreira Gomes, do Tribunal de Justiça de São Paulo, a influenciadora e advogada Deolane Bezerra negou qualquer vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e afirmou que sua prisão ocorreu no “exercício da profissão”. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) defendeu a manutenção da prisão preventiva, que foi mantida pela Justiça.

Defesa alega exercício da advocacia

Deolane Bezerra declarou que valores recebidos em sua conta bancária em 2019 e 2020 são provenientes de honorários advocatícios. A investigação, no entanto, aponta que entre 2018 e 2021 ela recebeu R$ 1.067.505,00 em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil. A defesa argumentou que a prisão foi realizada no “exercício da profissão” e que a investigação não envolve crimes com violência ou grave ameaça.

Vínculos com investigados do PCC

Segundo a investigação, Deolane tinha estreitos vínculos pessoais e de negócios com um dos gestores fantasmas da transportadora de cargas usada para lavar dinheiro do PCC. A Justiça determinou o bloqueio de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões e R$ 357,5 milhões em bloqueios financeiros dos investigados. Somente de Deolane, R$ 27 milhões estão bloqueados.

Pedido de prisão domiciliar negado

A advogada de Deolane, Josimary Rocha, solicitou que a prisão fosse convertida em domiciliar, devido à idade da filha mais nova da influenciadora, de nove anos. A defesa argumentou que a prisão preventiva seria “exacerbada”. O pedido foi negado, e a prisão preventiva foi mantida após a audiência de custódia.

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