Funcionários da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos estão presentes como observadores na audiência do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre tarifas, mas não realizarão intervenções ou falas. A participação ocorre após o governo brasileiro perder o prazo para se inscrever como parte interessada. A audiência, que começou nesta segunda-feira, é considerada pelo setor privado brasileiro a principal oportunidade para tentar reverter ou reduzir as tarifas impostas.
Presença brasileira sem direito a fala
Os funcionários da embaixada do Brasil, apesar de estarem presentes, não realizarão intervenções ou falas na audiência. A última reunião do governo brasileiro com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, foi na quinta-feira (2 de julho). A ausência de inscrição prévia impediu que representantes oficiais do Brasil apresentassem argumentos durante as sessões.
O USTR tem até 15 de julho para tomar uma decisão final sobre as tarifas. Até lá, as apresentações dos setores afetados podem influenciar o rumo da decisão. O setor privado brasileiro considera a audiência a principal oportunidade para tentar reverter ou reduzir as tarifas.
Senador Flávio Bolsonaro participa
O senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), participará do segundo dia da sessão. Sua presença ocorre em um momento de tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos. A audiência será realizada na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos e está dividida em 14 painéis.
Os sete primeiros painéis serão realizados nesta segunda-feira. Os demais painéis começam às 11h (horário de Brasília) da terça-feira (7 de julho). A participação do senador pode trazer visibilidade política ao tema, mas a fonte não detalhou se ele terá direito a fala.
Setor privado brasileiro se mobiliza
Entre os brasileiros inscritos para falar nesta segunda-feira estão representantes das seguintes entidades: Abiarroz, Sociedade Rural Brasileira, CNA, AmCham e Cecafé. Cada inscrito terá cinco minutos para apresentar um resumo executivo em defesa da cadeia produtiva que representa. Depois das apresentações, o USTR poderá fazer perguntas aos participantes.
As entidades representam setores como arroz, agropecuária, comércio e café, todos impactados pelas tarifas. A expectativa é que os argumentos técnicos e econômicos possam sensibilizar os representantes do USTR. A mobilização do setor privado contrasta com a ausência de participação oficial do governo brasileiro.
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