Contrato de R$ 2,3 bilhões entre BB e Correios

O Banco do Brasil (BB) firmou um contrato de R$ 2,3 bilhões com os Correios para prestação de serviços postais no Brasil e no exterior. O acordo, com vigência de 60 meses, foi celebrado sem licitação. A contratação ocorre em um momento delicado para a estatal, que registrou prejuízo líquido de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026.

Serviços abrangidos e justificativa

A contratação abrange serviços postais convencionais, especiais e telemáticos. O novo contrato substitui um anterior, com valores atualizados pela inflação. O BB justificou a dispensa de licitação afirmando que a maior parte dos serviços está sujeita ao monopólio postal exercido pelos Correios. A instituição alegou que não há possibilidade de não contratar, sob pena de gerar prejuízos ao banco.

Capacidade operacional dos Correios

O BB afirmou que, mesmo nos serviços não abrangidos pelo monopólio, os Correios possuem estrutura nacional e capacidade operacional dificilmente reproduzidas por concorrentes. Dessa forma, a estatal se apresenta como a única opção viável para atender à demanda do banco.

Prejuízo recorde dos Correios

No primeiro trimestre de 2026, os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 3,16 bilhões. O valor é superior ao déficit de R$ 1,73 bilhão registrado no mesmo período do ano anterior. O contrato com o BB surge como uma tentativa de aliviar as finanças da empresa pública, que enfrenta dificuldades crescentes.

O Banco do Brasil não detalhou como o contrato impactará suas operações, mas a parceria deve garantir a continuidade dos serviços postais essenciais para o banco. A fonte não detalhou os termos específicos do acordo anterior nem as condições de reajuste.

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