Skaf critica postura do governo Lula
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria priorizar uma relação diplomática com os Estados Unidos e com o governo do presidente Donald Trump para fortalecer investimentos e ampliar as exportações brasileiras. Em declaração recente, Skaf disse que, ao invés de ter um bom relacionamento com os Estados Unidos, o Brasil faz questão de ficar com picuinhas políticas que atrapalham as relações comerciais.
Skaf defendeu uma atuação baseada na diplomacia empresarial para reduzir os impactos das novas tarifas impostas pelos EUA. Segundo ele, a lista de exceções reduziu o alcance da medida para cerca de 4% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. Ainda assim, alguns segmentos serão diretamente afetados e exigirão acompanhamento específico, conforme o presidente da Fiesp.
Tarifa adicional de 25% é confirmada
Na quarta-feira (15), o governo Donald Trump confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. A medida foi tomada após investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Segundo o USTR, a investigação concluiu que políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal restringem o comércio americano.
A tarifa atinge produtos como açúcar orgânico, máquinas agrícolas, papel e vestuário. Por outro lado, o governo americano publicou uma lista de exceções que inclui itens como carne bovina, café, petróleo e laranja. Skaf destacou que a lista de exceções reduziu o alcance da medida para cerca de 4% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos, mas alertou que alguns segmentos serão diretamente afetados e exigirão acompanhamento específico.
Diplomacia empresarial como saída
Diante do cenário, Skaf defendeu uma atuação baseada na diplomacia empresarial para reduzir os impactos das novas tarifas. Para ele, o Brasil deveria priorizar uma relação diplomática com os Estados Unidos e com o governo Trump para fortalecer investimentos e ampliar as exportações brasileiras. A crítica às picuinhas políticas do governo Lula reflete a insatisfação do setor industrial com a postura adotada pelo Executivo federal.
A declaração de Skaf ocorre em meio a tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, que podem se intensificar caso não haja avanço nas negociações. O presidente da Fiesp ressaltou a importância de uma abordagem pragmática para evitar prejuízos maiores à economia brasileira.
