O Paraguai liderou uma mobilização diplomática para denunciar o que classifica como tentativa de golpe na Bolívia. Em declaração pública, os países signatários manifestaram preocupação com a situação humanitária no país, agravada por protestos e bloqueios de estradas que provocaram desabastecimento de alimentos e insumos essenciais.

O documento rejeita toda ação orientada a desestabilizar a ordem democrática e a alterar a institucionalidade do governo constitucional do Estado Plurinacional da Bolívia, eleito democraticamente nas Eleições Gerais de 2025.

Bloqueios concentrados em três departamentos

As mobilizações e o corte de vias se concentram nos departamentos de La Paz, Cochabamba e Oruro. Essas regiões são historicamente associadas à base política do ex-ditador — referência a Evo Morales, ex-presidente boliviano.

O governo de Rodrigo Paz sustenta que os bloqueios constituem um plano orquestrado por Morales para desestabilizar a ordem democrática e para travar o processo judicial que o ex-presidente enfrenta. A ala “evista” exige que se garanta a candidatura política de Morales, que está impedida pela Justiça Eleitoral boliviana.

Reação internacional e defesa da democracia

A declaração, capitaneada pelo Paraguai, reúne países que repudiam as tentativas de ruptura institucional. O texto ressalta a necessidade de respeitar o governo eleito e condena qualquer ação que atente contra a estabilidade democrática.

A fonte não detalhou quais países aderiram à declaração nem as medidas práticas que serão adotadas. A mobilização ocorre em meio à escalada de tensões na Bolívia, onde os bloqueios já afetam o abastecimento e a vida da população.

Governo Paz aponta responsabilidade de Morales

O governo de Rodrigo Paz sustenta que os bloqueios constituem plano orquestrado por Morales para desestabilizar a ordem democrática e para travar o processo judicial que o ex-presidente enfrenta. A ala “evista” exige que se garanta a candidatura política de Morales, que está impedida pela Justiça Eleitoral boliviana.

A situação permanece sob monitoramento internacional, enquanto o Paraguai busca ampliar o apoio à democracia boliviana.

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