Brasil adere à aliança de IA da China

O Brasil aderiu à Organização Internacional para Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO), iniciativa lançada durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC), em Xangai, nesta sexta-feira (17). A entidade é liderada pelo governo chinês e reúne 29 países signatários do acordo de fundação.

Pequim apresenta a WAICO como um novo fórum multilateral para definir padrões internacionais de governança da inteligência artificial.

Discurso do premiê chinês

Durante a cerimônia de lançamento, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, afirmou que a inteligência artificial “não deve se tornar um jogo exclusivo de poucos países e empresas”. Ele defendeu uma governança baseada em “cooperação internacional, abertura e benefícios compartilhados”.

Li Qiang disse que a China pretende disponibilizar sua experiência e tecnologias para países em desenvolvimento. Também afirmou que o país buscará promover regras globais para a IA que sejam “amplamente aceitas pela comunidade internacional”.

Objetivos da organização

Em comunicado, os países signatários afirmam que a organização buscará promover o desenvolvimento da inteligência artificial de forma “centrada no ser humano”, segura e inclusiva. A WAICO pretende estimular a cooperação científica, o intercâmbio de conhecimento e a harmonização de marcos regulatórios.

Composição dos integrantes

A lista de integrantes reúne diversos países classificados por organizações internacionais como regimes autoritários ou sem eleições livres. Além da China, fazem parte da organização:

  • Rússia
  • Belarus
  • Cuba
  • Venezuela
  • Nicarágua
  • Myanmar (Birmânia)
  • Laos
  • Cazaquistão
  • Uzbequistão

A fonte não detalhou a lista completa dos 29 países fundadores.

Contexto geopolítico

A adesão brasileira ocorre em meio à crescente disputa entre China e Estados Unidos pela liderança no desenvolvimento da inteligência artificial. Também se insere na briga pela definição das normas internacionais que deverão orientar o uso da tecnologia nas próximas décadas.

Washington concentra esforços em acordos com aliados ocidentais e no controle das exportações de chips avançados. Pequim, por sua vez, busca ampliar sua influência por meio de iniciativas multilaterais voltadas especialmente aos países do chamado Sul Global.

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