O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, pode ser reeleito já no primeiro turno das eleições, marcado para 2 de outubro. É o que aponta uma pesquisa de intenção de voto divulgada recentemente. De acordo com o levantamento, considerando apenas os votos válidos, Riedel alcança 55,2%, contra 29,5% de Fábio Trad e 14,1% de João Henrique Catan. Nesse recorte, que desconsidera brancos, nulos e eleitores indecisos, o governador estaria acima da metade dos votos e venceria a eleição sem necessidade de segundo turno.
Os números refletem um cenário de estabilidade na preferência do eleitorado sul-mato-grossense. A pesquisa também mediu a intenção de voto estimulada, na qual Riedel aparece com vantagem ainda maior sobre os concorrentes. Na sequência, João Henrique Catan (Novo) registra 12,4%. Renato Gomes (DC), Delcídio Amaral (PRD) e Lucien Rezende (PSOL) obtiveram menos de 1% cada. Daniel Lemes (PCO) não pontuou. Outros 6,5% dos entrevistados ainda não decidiram em quem votar, enquanto 5% disseram optar por branco ou nulo.
Vantagem de Riedel em todas as áreas
A sondagem também perguntou aos eleitores qual dos dois principais candidatos seria mais preparado para administrar diferentes áreas do estado. Riedel levou vantagem em todos os temas apresentados. Na saúde, foi escolhido por 59%, contra 31% do petista Fábio Trad. Quando o assunto foi geração de empregos, o governador marcou 57%, diante de 30% do adversário. Esses percentuais indicam que a percepção de competência administrativa favorece o atual mandatário.
Na segurança pública, incluindo ações contra a criminalidade e o tráfico de drogas, Riedel também ficou à frente, com 56% das preferências, enquanto Trad alcançou 27%. A diferença de quase 30 pontos percentuais nesse quesito reforça a confiança do eleitorado na gestão atual. A fonte não detalhou os percentuais para os demais candidatos nesses recortes temáticos.
Aprovação da gestão e imagem pessoal
A pesquisa mediu a popularidade da administração estadual. Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados aprovam a gestão de Riedel, enquanto 30% desaprovam. A imagem pessoal do governador também é favorável: 54% têm uma avaliação positiva sobre ele, resultado que o coloca em empate técnico com a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Esse dado sugere que Riedel não apenas é bem avaliado como gestor, mas também mantém boa reputação individual.
Além disso, entre os nomes que disputam o governo estadual, Riedel apresenta o menor índice de rejeição. Apenas 16,7% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele de maneira alguma. Esse patamar de rejeição relativamente baixo é um ativo importante em campanhas majoritárias, pois amplia o teto de crescimento do candidato. A fonte não detalhou os índices de rejeição dos demais concorrentes.
Cenário presidencial no estado
O levantamento ainda mediu a corrida presidencial especificamente entre os eleitores de Mato Grosso do Sul. Nesse cenário, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na liderança, com 47,5% dos votos válidos. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 33,2%, enquanto o escritor Augusto Cury (Avante) soma 9,9%. Os números indicam uma preferência estadual distinta da média nacional, com vantagem para o candidato do PL.
A avaliação do governo federal também apresenta resultado desfavorável para Lula no estado. De acordo com a pesquisa, 62% dos eleitores sul-mato-grossenses desaprovam sua administração, enquanto 35% afirmam aprová-la. Essa desaprovação pode influenciar o voto para governador, favorecendo candidatos alinhados à oposição federal. A fonte não detalhou a margem de erro ou o intervalo de confiança da pesquisa.
Metodologia e contexto
A pesquisa foi divulgada em um momento crucial da campanha, a poucas semanas do primeiro turno. Os números apresentados refletem um retrato do eleitorado na data da coleta de dados. A fonte não detalhou o número de entrevistados, a abrangência geográfica da amostra nem o instituto responsável pelo levantamento. Essas informações são relevantes para a interpretação dos resultados.
Considerando o cenário de votos válidos, Riedel ultrapassa a barreira dos 50% necessários para evitar o segundo turno. Caso essa tendência se confirme nas urnas, o governador seria reeleito já em 2 de outubro. No entanto, é importante ressaltar que pesquisas eleitorais são retratos momentâneos e podem sofrer alterações até a data da votação. A fonte não detalhou se haverá novas rodadas de pesquisa antes do pleito.
Fonte
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