Aprovação de Lula no Nordeste atinge menor diferença histórica

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Nordeste caiu para 52%, enquanto a desaprovação chegou a 46%, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana. A diferença de seis pontos percentuais entre os dois índices é a menor já registrada pela série histórica do instituto na região, tradicional reduto eleitoral do petista.

Menor vantagem da série histórica

De acordo com o levantamento, a distância entre aprovação e desaprovação no Nordeste nunca foi tão estreita. Em períodos anteriores, a aprovação de Lula já foi mais que o dobro da desaprovação na região. A mudança começou a ser observada a partir de outubro do ano passado, segundo os dados da Genial/Quaest.

A pesquisa não detalhou os motivos específicos para a queda, mas indicou fatores que podem estar associados à insatisfação popular.

Alta da cesta básica e combustíveis

Dois indicadores econômicos recentes podem ter contribuído para o cenário. A cesta básica subiu em todas as 27 capitais do país no mês de abril. Além disso, o preço da gasolina foi anunciado pela Petrobras para subir, impactando diretamente o custo de vida da população.

A fonte não detalhou o percentual de aumento nem o impacto específico no Nordeste.

Evangélicos e a rejeição ao governo

Outro fator que ajuda a explicar a tendência negativa é o comportamento do eleitorado evangélico. Segundo a pesquisa, 68% dos evangélicos reprovam o governo Lula. O grupo religioso puxa a tendência negativa junto com eleitores do Sul e do Sudeste.

No Nordeste, o avanço das igrejas evangélicas acelerou na última década, o que pode estar influenciando a avaliação do presidente na região.

Juventude nordestina se distancia

A pesquisa também aponta que a juventude nordestina se distancia do petismo. Lula tem perdido os jovens, um eleitorado que a esquerda havia reconquistado em 2022. Os jovens nordestinos migram para o campo do deputado federal Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou para a abstenção, segundo o levantamento.

A Genial/Quaest não detalhou os percentuais específicos dessa migração nem as faixas etárias exatas.

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