Ministros e assessores do Palácio do Planalto ficaram incomodados com as declarações públicas do líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), após ele ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) no âmbito do caso Master. A insatisfação foi manifestada nos bastidores do governo.

Entrevista expõe ligação de Lula

Em entrevista a Victor Pinto, da Bandnews, na quinta-feira (18/6), Wagner revelou que Lula ligou para ele, supostamente para “prestar solidariedade”. A declaração pegou mal entre os auxiliares do presidente.

Wagner afirmou que não pretende deixar a liderança do governo. Essa posição contrariou a expectativa de parte do Planalto.

Planalto avalia constrangimento

Para auxiliares de Lula no Planalto, Wagner constrangeu e expôs o presidente na entrevista. A avaliação é que o senador insiste em permanecer como líder do governo por acreditar que terá um tratamento diferenciado da PF e do STF.

No Planalto, a aposta, até então, era que Wagner tomaria a iniciativa e pediria para deixar a liderança. A situação gerou um desconforto adicional.

Orientação a Lula

Lula foi aconselhado a dizer que o aliado tem direito a se explicar, mas ressaltar que defende o aprofundamento das investigações. A orientação busca equilibrar o apoio ao senador com a necessidade de transparência.

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