Condenação de Eduardo Bolsonaro gera reação dos EUA
O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que a condenação de Eduardo Bolsonaro, ex-deputado que vive nos EUA, faz parte de um “padrão de perseguição e lawfare por parte dos tribunais brasileiros contra a oposição política”. A declaração foi feita por um porta-voz da pasta, que acrescentou que “debates políticos devem ser resolvidos por eleições democráticas, e não por condenações judiciais”.
Eduardo Bolsonaro foi condenado na terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal por buscar interferência do governo Trump no julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, no ano passado. Ele nega a acusação.
Contexto das relações entre Brasil e EUA
As declarações representam mais um capítulo da relação entre Lula e Trump, que estavam na Suíça para o último dia da cúpula do G7. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Donald Trump tem o direito de ter uma preferência eleitoral no Brasil, mas advertiu seu colega americano a “ficar fora” das eleições deste ano. Lula pretende disputar a reeleição em outubro.
Trump disse a jornalistas que o Brasil se tornou um país “um pouco complicado” e “politicamente perigoso”. Ele afirmou: “Eles jogam pesado, mas ninguém joga mais pesado do que os Estados Unidos”.
Envolvimento de Trump e família Bolsonaro
O principal adversário de Lula nas pesquisas é o senador Flávio Bolsonaro, filho do aliado de Trump e ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado no ano passado por conspirar para um golpe de Estado depois das eleições de 2022.
Trump reuniu-se no mês passado com o senador Flávio Bolsonaro, acompanhado de seu irmão Eduardo Bolsonaro. Trump havia se encontrado com Lula algumas semanas antes do encontro com Flávio Bolsonaro.
Repercussão e próximos passos
O post ‘Dep. de Estado dos EUA chama condenação de Eduardo Bolsonaro de “lawfare contra oposição política”’ apareceu primeiro em Paulo Figueiredo. A fonte não detalhou se haverá novas medidas diplomáticas. A condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF e a reação do governo americano acentuam as tensões entre os dois países em ano eleitoral no Brasil.
