O governo federal exibiu na noite passada (10) uma propaganda de um minuto em rede nacional de televisão para divulgar programas e ações da gestão Lula. A peça foi transmitida durante os intervalos de telejornais de grande audiência, como o Jornal Nacional, da Globo, e o Jornal da Band.
Conteúdo da propaganda
O vídeo reúne iniciativas lançadas nos últimos meses e associa as medidas ao slogan “do lado do povo brasileiro”. A propaganda também foi compartilhada por Lula nas redes sociais com a mensagem: “Do lado do povo brasileiro”.
A peça também reforça a defesa do fim da escala de trabalho 6×1, tema em debate no Congresso Nacional. Em um dos trechos, a narração afirma: “Quem tá do seu lado brigando pelo fim da escala 6 X 1 pra você ter mais tempo pra você e pra sua família?”. Em seguida, responde: “Governo do Brasil”.
A propaganda é aberta com a frase: “Não, a vida não tá um mar de rosas. Muita luta todo dia, mas também muitas conquistas para celebrar”. Ao final, a peça conclui: “Nós sabemos o quanto você tem batalhado e estamos cada vez mais do seu lado. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro”.
Contexto eleitoral e econômico
A campanha publicitária ocorre semanas após levantamento da CNN apontar que o conjunto de programas, subsídios, créditos e reforços orçamentários anunciados pelo governo pode movimentar cerca de R$ 227 bilhões na economia em 2026, ano em que Lula tentará a reeleição.
Também fazem parte da lista o programa Gás do Povo, a ampliação da tarifa social de energia elétrica, saques extraordinários do FGTS, crédito subsidiado para empresas exportadoras, financiamentos para a indústria e incentivos ao setor agrícola.
Segundo o governo, parte dessas medidas é considerada fiscalmente neutra, por prever mecanismos de compensação ou não representar aumento direto de despesas permanentes.
Reações de especialistas
Especialistas em contas públicas, no entanto, apontam que a ampliação da circulação de recursos na economia pode aumentar a pressão sobre a inflação e dificultar a redução dos juros pelo Banco Central.
O economista Murilo Viana afirmou que o conjunto de medidas foi lançado em um momento de desafios fiscais e destacou que o aumento dos gastos ocorre paralelamente à necessidade de revisão estrutural das despesas públicas.
Já o analista Gilvan Bueno avaliou que o crescimento da quantidade de dinheiro em circulação tende a pressionar preços e exige cautela da autoridade monetária na definição da taxa básica de juros.
Dados do Banco Central mostram que a Dívida Bruta do Governo Geral alcançou 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB), cenário acompanhado pelo mercado financeiro durante a implementação das medidas anunciadas pelo governo.
