O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira (15) a aplicação de tarifas de 25% sobre importações de produtos do Brasil. A decisão foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que também ampliou a lista de itens isentos da sobretaxa. A nova tarifa entra em vigor na próxima quarta-feira (22), afetando uma ampla gama de setores.

Alegação de censura e audiências públicas

O USTR justificou a medida citando práticas de censura no Brasil, embora os detalhes dessa alegação não tenham sido especificados. O órgão realizou na semana passada audiências em Washington para discutir o tema, com participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Durante o processo, o USTR recebeu manifestações por escrito tanto contra quanto a favor do tarifaço, refletindo a polarização em torno da decisão.

Lista de exceções ampliada

Em meio à confirmação da sobretaxa, o governo Trump anunciou a ampliação da lista de produtos isentos. Estarão livres da tarifa aproximadamente 2,1 mil itens, entre eles terras raras, café e aeronaves civis. A medida busca mitigar impactos em setores estratégicos e sensíveis à economia americana.

Risco de nova tarifa sobre o Brasil

O Brasil corre o risco de ser submetido a outra tarifa. Em junho, o USTR sugeriu aplicar uma sobretaxa adicional de 12,5% ao Brasil e a outras 59 nações. A alegação para essa nova taxa são falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e escravo. A proposta ainda está em análise e pode agravar as tensões comerciais entre os dois países.

Antecedentes das tarifas americanas

No ano passado, os Estados Unidos haviam aplicado tarifas de 50% às importações do Brasil. Essas tarifas foram suspensas na maior parte devido a dois fatores: a inflação dos alimentos nos EUA e uma decisão de fevereiro da Suprema Corte americana, que apontou irregularidades no tarifaço global imposto por Trump em 2025. A suspensão, no entanto, não impediu a nova rodada de sobretaxas.

A situação comercial entre Brasil e Estados Unidos segue volátil, com novas medidas sendo anunciadas em meio a disputas políticas e econômicas. A ampliação da lista de isenções pode aliviar parcialmente os impactos, mas o risco de novas tarifas mantém a incerteza para exportadores brasileiros.

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