O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu, nesta quinta-feira (20), a manutenção da prisão preventiva da influenciadora e advogada Deolane Bezerra. Assim sendo, presa desde 21 de maio na Operação Vérnix, ela é investigada por envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Ademais, o pedido também abrange familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção. Dessa forma, a Justiça deve decidir nesta sexta-feira (21) se mantém ou revoga a medida.
Pontos principais
- MPSP pede manutenção da prisão de Deolane Bezerra.
- Medida também atinge familiares de Marcola; dois estão foragidos.
- Prisão preventiva completa 90 dias e passa por revisão obrigatória.
- Justiça decide nesta sexta-feira (21).
Entenda o pedido do MPSP
A manifestação do MP foi apresentada no âmbito da Operação Vérnix, deflagrada para apurar um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Além disso, o pedido do órgão ocorre em um momento processual específico: Deolane já é ré no processo.
Dessa forma, a denúncia foi formalizada em junho contra ela e outras seis pessoas, o que levou a investigação para a fase judicial.
Por que a prisão é reavaliada?
A manifestação foi apresentada no mesmo dia em que a prisão preventiva completou 90 dias. Assim sendo, a legislação processual penal determina que, nesse prazo, a medida seja reavaliada pelo juízo. O pedido do MP, portanto, chega como uma peça nesse processo de revisão obrigatória.
Os argumentos para manter a prisão
O promotor Lincoln Gakiya, um dos responsáveis pela denúncia, argumentou pela manutenção da prisão “para garantia da ordem pública”. Além disso, o MP cita a permanência foragida de dois familiares de Marcola como fator que reforça o risco de fuga. Assim sendo, a argumentação apresentada pelo MPSP reúne esses dois pontos. Dessa forma, a ocorrência de mais de um elemento de risco, na visão do promotor, torna a medida ainda necessária.
Deolane é ré desde junho
Deolane Bezerra é ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro desde junho. Dessa forma, o MP formalizou a denúncia contra ela e outras seis pessoas. Ou seja, essa condição processual significa que a acusação já foi aceita pela Justiça, e não se trata mais de fase de investigação.
Outros acusados
Até o momento, não foram divulgados os nomes de todos os acusados nem o detalhamento de cada participação no suposto esquema. Portanto, a fonte não detalhou essas informações.
O papel de Deolane segundo o Gaeco
Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Deolane atuava como “a principal integrante do núcleo financeiro, verdadeiro caixa da organização criminosa”. Assim sendo, a suspeita é que valores de origem ilícita eram ocultados por meio de contas vinculadas a ela e às suas empresas.
O grupo de investigação é um dos responsáveis pelas apurações da Operação Vérnix. Ademais, a descrição do Gaeco coloca a influenciadora no centro da movimentação financeira apurada. No entanto, os detalhes sobre os valores movimentados não foram especificados na manifestação.
Defesa fala em perseguição
A irmã da influenciadora, Daniele Bezerra, reagiu ao pedido nas redes sociais, classificando a situação como perseguição. Dessa forma, a publicação foi feita depois que o MPSP pediu a manutenção da prisão.
“Desde 2022, convivemos com investigações sucessivas, medidas invasivas e exposição pública”, escreveu.
Na postagem, Daniele não detalhou quais seriam as investigações ou medidas invasivas mencionadas. Além disso, ela também não apresentou informações sobre eventuais processos anteriores envolvendo a família.
Próximos passos
A Justiça deve decidir nesta sexta-feira (21) se mantém ou revoga a prisão preventiva. Dessa forma, o pedido do MPSP, assinado pelo promotor Lincoln Gakiya, defende a permanência da detenção com base na ordem pública e no risco de fuga. Consequentemente, o desfecho dessa revisão deve ser conhecido ainda nesta sexta-feira. Em resumo, o caso segue em andamento na Operação Vérnix.
Fonte
- www.conexaopolitica.com.br
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