Uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado (12) revela que 75% dos brasileiros defendem algum tipo de medida contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação das mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro. O levantamento, realizado entre os dias 8 e 10 de setembro, ouviu presencialmente 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O grupo favorável a providências contra o magistrado é composto por 34% que consideram que Moraes deveria se afastar temporariamente do cargo para ser investigado, 28% que defendem a abertura de um processo de impeachment no Senado e 13% que apoiam a renúncia do ministro. Os números indicam uma divisão entre as alternativas, mas uma clara maioria a favor de alguma consequência institucional.
Contexto das mensagens atribuídas a Moraes
O levantamento foi realizado depois da divulgação de um relatório da Polícia Federal com mensagens enviadas por Vorcaro a um número atribuído pelos investigadores a Moraes. O documento também apresenta referências a encontros e pedidos de orientação feitos pelo banqueiro. A fonte não detalhou o conteúdo exato das mensagens nem a data em que o relatório foi tornado público.
Os dados disponíveis não comprovam que todas as solicitações de Vorcaro tenham sido atendidas. Moraes contesta a interpretação do material e já negou ter recebido parte das mensagens atribuídas a ele. A divergência entre as versões permanece sem resolução, conforme as informações divulgadas até o momento.
Opiniões contrárias e indecisos
Entre os entrevistados que não apoiam medidas contra o ministro, 7% afirmaram que nada deveria acontecer porque não veem irregularidade nas mensagens. Outros 5% disseram que Moraes não deveria sofrer consequências porque o vazamento do material teria ocorrido de maneira ilegal. Os que não souberam responder somaram 13%.
Esses percentuais mostram que uma parcela menor da população minimiza o episódio ou questiona a legalidade da obtenção das mensagens. A pesquisa não detalhou o perfil demográfico desses grupos, como idade, renda ou região.
Impacto eleitoral limitado
Apesar da ampla defesa de alguma providência contra o ministro, 85% dos entrevistados disseram que as revelações não mudaram nem devem mudar seu voto para presidente. Outros 7% ficaram em dúvida e 4% afirmaram ter alterado a escolha eleitoral. Os números sugerem que o episódio, embora gere reação negativa em relação a Moraes, não se traduz diretamente em mudança de preferência partidária.
O Datafolha não especificou se a pergunta sobre voto se referia a eleições futuras ou a um cenário hipotético. A fonte também não detalhou se os 4% que mudaram o voto migraram para um campo político específico.
Conhecimento limitado sobre o caso
A pesquisa também identificou conhecimento limitado sobre o episódio. Apenas 26% se declararam bem informados, enquanto 33% disseram estar mais ou menos informados. Outros 7% se consideraram mal informados e 32% afirmaram não ter tomado conhecimento do caso. Os dados revelam que quase um terço da população não soube do vazamento das mensagens, o que pode influenciar a interpretação dos percentuais de apoio a medidas contra Moraes.
O levantamento não cruzou o nível de informação com a opinião sobre as medidas, portanto não é possível afirmar se os mais informados tendem a apoiar ou rejeitar providências contra o ministro. A fonte não detalhou os critérios usados para classificar os níveis de informação.
Metodologia da pesquisa
O Datafolha entrevistou presencialmente 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01833/2026.
O instituto não divulgou a distribuição geográfica exata das entrevistas nem o método de seleção dos participantes, além do padrão usual de amostragem por cotas. A pesquisa foi realizada em um contexto de intensa discussão pública sobre a atuação de ministros do STF, mas o Datafolha não mediu a aprovação geral da Corte.
Fonte
- www.conexaopolitica.com.br
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