Um levantamento divulgado pelo Instituto Mises Brasil aponta que o preço do café em pó aumentou aproximadamente 61% entre 2022 e 2026, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O estudo, que analisou seis produtos de consumo cotidiano, identificou reajustes que chegaram a 53% no desodorante e 32% na gasolina.
Os dados foram coletados junto ao Procon de São Paulo e ao Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), considerando os preços médios de 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro, e os valores registrados em 2026.
O pacote de 500 gramas de café passou de R$ 15,48 para R$ 24,86, uma diferença de R$ 9,38. O produto apresentou a maior elevação percentual entre os itens pesquisados, refletindo um impacto direto no orçamento das famílias brasileiras. A alta do café supera com folga a inflação acumulada no período, evidenciando uma pressão específica sobre esse item da cesta básica.
Café lidera alta com 61%
O café em pó, item essencial na mesa dos brasileiros, registrou a maior variação de preço entre os produtos analisados. Em 2022, o pacote de 500 gramas custava em média R$ 15,48; em 2026, o valor saltou para R$ 24,86. A diferença de R$ 9,38 representa um aumento de aproximadamente 61%, conforme os dados do Instituto Mises Brasil.
Esse reajuste é particularmente sentido por consumidores de todas as faixas de renda, uma vez que o café é um dos produtos mais consumidos no país. O levantamento não detalhou as causas específicas da alta, mas o percentual chama atenção por estar muito acima da inflação geral medida pelo IPCA, que em setembro de 2026 registrou alta de 0,82% no mês e acumulado de 4,58% em 12 meses.
A magnitude do aumento do café sugere fatores como quebras de safra, custos de produção ou dinâmica de mercado internacional, embora a fonte não tenha detalhado esses aspectos. O fato é que o consumidor final passou a pagar quase R$ 10 a mais por cada pacote de meio quilo.
Desodorante e leite também pesam
O desodorante spray foi o segundo item com maior alta percentual: 53%. O preço médio subiu de R$ 7,32 para R$ 11,21 no período analisado. Esse aumento expressivo em um produto de higiene pessoal impacta diretamente a rotina de cuidados básicos, especialmente para famílias de baixa renda.
O leite longa vida, outro item essencial, registrou alta de 24%, passando de R$ 4,61 para R$ 5,72 por litro. Embora o percentual seja menor que o do café e do desodorante, o leite é um produto de consumo diário em muitas residências, o que amplifica o efeito acumulado no orçamento mensal.
Esses dois exemplos mostram que a pressão de preços não se limita a alimentos, mas também atinge itens de cuidados pessoais, ampliando o leque de despesas afetadas. A fonte não detalhou as razões para esses aumentos específicos, mas os números indicam uma tendência generalizada de alta.
Gasolina sobe 32% e carne 20%
No setor de combustíveis, o litro da gasolina passou de R$ 4,93 para R$ 6,53, um aumento de aproximadamente 32%. Esse reajuste tem efeito cascata sobre toda a economia, pois encarece o transporte de mercadorias e serviços, pressionando ainda mais os preços de outros produtos.
O quilo da carne de primeira também registrou alta significativa: 20%, passando de R$ 42,01 para R$ 50,49. A carne é um componente central da alimentação brasileira, e seu encarecimento afeta diretamente a qualidade nutricional das refeições, especialmente entre as classes de menor renda.
A combinação de aumentos em combustível e proteína animal cria um cenário desafiador para o consumidor, que vê seu poder de compra reduzido em itens básicos e essenciais. O levantamento não apontou causas específicas para esses reajustes, mas os percentuais são consistentes com um período de pressão inflacionária em setores-chave.
Creme dental completa lista de seis
O creme dental de 90 gramas foi outro produto analisado pelo Instituto Mises Brasil. O preço médio subiu de R$ 4,05 para R$ 5,23, um reajuste de aproximadamente 29%. Apesar de ser o menor aumento absoluto em reais, o percentual é relevante para um item de uso diário e de baixo custo unitário.
Esse aumento no creme dental reforça a percepção de que a alta de preços atinge desde alimentos até produtos de higiene bucal, sem poupar categorias essenciais. O consumidor que busca manter sua rotina de cuidados pessoais precisa desembolsar mais por produtos que antes eram acessíveis.
A inclusão do creme dental no levantamento demonstra a abrangência do estudo, que buscou capturar variações em diferentes tipos de bens de consumo. A fonte não detalhou a metodologia de coleta de preços para esse item, mas os valores indicam consistência com os demais dados apresentados.
Metodologia e contexto inflacionário
O Instituto Mises utilizou dados do Procon de São Paulo e do Dieese para compor o levantamento. A comparação considera os preços médios de 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro, e os valores registrados em 2026, durante o governo Lula. Essa escolha de marcos temporais permite avaliar a evolução dos preços ao longo de dois mandatos presidenciais distintos.
Em setembro de 2026, o IPCA registrou alta de 0,82%, com inflação acumulada de 4,58% em 12 meses, segundo os dados divulgados pelo instituto. Esse índice geral de inflação serve como referência para contextualizar os aumentos específicos dos produtos analisados, que em sua maioria superaram a variação média do IPCA no período.
A discrepância entre a inflação geral e os aumentos de itens como café, gasolina e carne sugere que esses produtos sofreram pressões adicionais, seja por fatores de oferta, demanda ou custos de produção. O levantamento não aprofunda as causas, mas os números são claros quanto ao impacto no bolso do consumidor.
Impacto no orçamento familiar
Os aumentos registrados nos seis produtos analisados representam um peso considerável no orçamento das famílias brasileiras. Considerando apenas os itens com maior variação, uma família que consome um pacote de café por semana passou a gastar cerca de R$ 37,52 a mais por mês apenas com esse produto, em comparação a 2022.
Somando-se os gastos com gasolina, carne, leite, desodorante e creme dental, o impacto mensal pode ultrapassar centenas de reais, dependendo do padrão de consumo. Para famílias de baixa renda, esses reajustes podem comprometer a capacidade de adquirir outros bens e serviços essenciais.
O levantamento do Instituto Mises Brasil, embora não apresente uma análise de impacto por faixa de renda, evidencia que a alta de preços foi generalizada e significativa. A fonte não detalhou projeções futuras, mas os dados históricos servem como alerta para a necessidade de políticas de contenção de preços.
