O governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de empregar a maior bomba não nuclear de seu arsenal, a MOAB, em novos ataques contra alvos iranianos. Segundo uma fonte ouvida pela CNN, o presidente Donald Trump determinou a elaboração de pacotes de ataques que incluem “muita infraestrutura energética” e a utilização da arma. O planejamento ocorre em um momento de incerteza sobre a permanência das tropas americanas na região.
A orientação também consideraria a realização das operações “antes da retirada das forças americanas da área de responsabilidade do CENTCOM (Comando Central dos EUA)”. Esse planejamento permitiria ao governo americano executar novos ataques antes de uma eventual retirada das tropas da região. A medida reflete a pressão interna para consolidar ganhos militares antes de qualquer mudança de postura.
Plano inclui infraestrutura energética e MOAB
Os novos pacotes de ataques, conforme a fonte, visam atingir “muita infraestrutura energética” do Irã. A inclusão da MOAB, uma bomba de 11 toneladas conhecida como “mãe de todas as bombas”, sinaliza a escalada do poder de fogo considerado. A arma, projetada para destruir alvos subterrâneos e extensos, nunca foi usada em combate contra o Irã. A fonte não detalhou quais instalações energéticas específicas estariam na lista.
Outra fonte afirmou que os planos para atingir instalações nucleares incluem a Montanha Pickaxe, apontada por Estados Unidos e Israel como possível local de armazenamento de componentes do programa nuclear iraniano. A montanha, localizada em área remota, é considerada um alvo estratégico para impedir o avanço nuclear. A menção a esse local reforça a intenção de neutralizar capacidades consideradas críticas.
A avaliação militar ocorre enquanto o governo busca alternativas para encerrar o conflito. A fonte não detalhou o cronograma exato das operações, mas indicou que a janela antes da retirada do CENTCOM é um fator determinante. A transição para uma eventual saída das tropas adiciona urgência ao planejamento.
Montanha Pickaxe é alvo potencial
A Montanha Pickaxe já foi citada em ameaças anteriores de Trump, mesmo após a suspensão das operações de combate em larga escala no início deste ano. O presidente americano mantém como objetivo declarado impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. A instalação, segundo avaliações de inteligência, poderia abrigar centrífugas e materiais enriquecidos. A fonte não especificou se o ataque à montanha seria realizado com a MOAB ou com outras munições.
Assessores de Trump têm realizado reuniões nas últimas semanas para avaliar alternativas militares e diplomáticas relacionadas ao conflito. Nessas discussões, a possibilidade de novos ataques é contraposta a esforços por um acordo. A fonte não detalhou o conteúdo das reuniões, mas confirmou a participação de altos funcionários do Pentágono e do Departamento de Estado.
Embora o presidente tenha afirmado publicamente que não pretende adotar novas medidas antes das eleições legislativas, integrantes do governo disseram à CNN que não sabem se essa decisão será mantida até a votação. A declaração cria um cenário de imprevisibilidade sobre o timing das operações. A fonte não esclareceu se a MOAB seria usada imediatamente ou apenas mantida como opção.
Reuniões avaliam alternativas militares
Nos bastidores, autoridades americanas também questionam se os planos de ataque estão vinculados a uma estratégia capaz de encerrar efetivamente a guerra. Parte do governo considera que os Estados Unidos já alcançaram seus principais objetivos militares, mas o presidente tem evitado declarar vitória. Essa hesitação reflete a complexidade de definir um desfecho aceitável para o conflito. A fonte não detalhou quais objetivos específicos já teriam sido cumpridos.
Trump e seus assessores discutem há meses alternativas que permitam apresentar um desfecho definitivo para o conflito. O republicano também demonstrou resistência à possibilidade de retirar as tropas americanas sem novas medidas. Segundo fontes ouvidas pela CNN, Trump avalia que uma saída nessas condições poderia ser interpretada como derrota. Essa percepção alimenta a busca por ações que reforcem a posição americana antes de qualquer recuo.
Apesar das discussões, não há sinais de proximidade de um acordo negociado entre Washington e Teerã. A eventual utilização da MOAB permanece entre as opções militares analisadas, sem confirmação de uma ordem presidencial para seu emprego. A fonte não detalhou se há prazos internos para a tomada de decisão. A situação permanece fluida, com o planejamento militar avançando em paralelo às avaliações políticas.
Retirada do CENTCOM pressiona decisão
A referência à retirada das forças americanas da área de responsabilidade do CENTCOM adiciona um elemento de urgência ao planejamento. O CENTCOM coordena as operações militares no Oriente Médio, incluindo o Golfo Pérsico. Uma retirada reduziria a capacidade de projeção de força na região, tornando os ataques preventivos mais difíceis. A fonte não detalhou o cronograma da retirada, mas indicou que o planejamento considera essa janela temporal.
A possibilidade de usar a MOAB antes da retirada sugere uma tentativa de maximizar o impacto militar enquanto as forças ainda estão posicionadas. A arma, lançada de aeronaves de grande porte, exige logística específica e bases próximas ao alvo. A fonte não esclareceu se as aeronaves necessárias já estão na região ou se seriam deslocadas. O planejamento, portanto, envolve não apenas a decisão política, mas também a viabilidade operacional.
Enquanto isso, a comunidade internacional observa com apreensão a escalada retórica e militar. A fonte não detalhou reações de aliados ou de Teerã aos planos. A ausência de um acordo negociado mantém o cenário de conflito aberto, com a MOAB como uma das ferramentas mais extremas consideradas. A decisão final, segundo as fontes, ainda não foi tomada.
