Acusação de desvio milionário em resort
Um sócio acusa desvio de R$ 100 milhões em um resort ligado aos irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O empresário Viotto, sócio do empreendimento, atribui os supostos desvios à família Ferro, sócia majoritária do negócio.
Alegações de irregularidades
Viotto aponta, entre as irregularidades:
- Uso de contratos com empreiteiras
- Sumiço de valores de impostos não repassados à União
Em situações desse tipo, a apuração costuma recair sobre crimes como apropriação indébita e furto de recursos internos.
Resposta da administração do resort
O resort Tayayá Porto Rico classifica todas as acusações como “inverídicas” e “caluniosas”. A administração alega que Viotto tenta retomar o controle da gestão.
Viotto foi afastado da administração por supostas atividades suspeitas e conflitos de interesse, segundo a versão do resort. A empresa também afirmou que não há dinheiro público envolvido no negócio.
Batalha judicial por documentos
Em setembro de 2025, Viotto pediu na Justiça do Paraná a antecipação de provas para obter documentos do Banco Central. O objetivo era acessar informações que poderiam corroborar suas alegações sobre os desvios.
Desistência e nova estratégia
O empresário desistiu da ação dias depois. A fonte não detalhou os motivos específicos para essa decisão.
A defesa de Viotto pretende apresentar o pedido novamente, para que o caso seja analisado por outro magistrado. Essa movimentação indica que a disputa judicial deve continuar.
Controle atual do resort
A família Ferro mantém Patrick Ferro como presidente do resort desde o ano passado. A permanência na liderança ocorre mesmo com as acusações em curso.
Divergências e próximos passos
As alegações de Viotto e a defesa do resort apresentam versões completamente opostas sobre os fatos. Enquanto o sócio acusa desvios milionários, a administração nega veementemente.
Envolvimento dos irmãos de Toffoli
O caso envolve figuras de destaque devido à ligação com os irmãos do ministro Toffoli. A família Ferro adquiriu a participação que pertencia aos irmãos do ministro do STF.
A fonte não detalhou o nível de envolvimento ou conhecimento dos familiares do magistrado sobre as operações do resort.
Expectativas para o caso
Diante das alegações graves, a expectativa é que novas movimentações judiciais surjam nos próximos meses. A possível reapresentação do pedido de antecipação de provas pode reacender o debate.
Enquanto isso, o resort continua suas atividades normalmente, sob a liderança de Patrick Ferro. As partes aguardam definições jurídicas que possam esclarecer definitivamente as acusações.
