PF investiga grupo Fictor por crimes financeiros

A Polícia Federal (PF) abriu, nesta quarta-feira, 4, um inquérito para investigar o grupo Fictor. A apuração envolve quatro possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional, conforme informações oficiais.

O grupo já era alvo de investigação preliminar antes da abertura formal do procedimento.

Crimes sob investigação

Os crimes investigados incluem:

  • Gestão fraudulenta
  • Apropriação indébita financeira
  • Emissão de títulos sem lastro equiparados a valores mobiliários
  • Operação de instituição financeira sem autorização

A fonte não detalhou prazos ou nomes de investigados.

Tentativa de compra do Banco Master

O grupo Fictor tentou comprar o Banco Master na véspera da liquidação do conglomerado financeiro. Em 17 de novembro de 2025, o Fictor anunciou que liderava um consórcio para adquirir o banco.

O consórcio incluía investidores dos Emirados Árabes Unidos, segundo o anúncio.

O anúncio ocorreu um dia antes da liquidação do Master. O Banco Central (BC) decidiu liquidar o Master no dia seguinte ao anúncio. Em resposta, a Fictor suspendeu a proposta de aquisição após a decisão do Banco Central.

Recuperação judicial do conglomerado

No último domingo, 1º, o conglomerado entrou com pedido de recuperação judicial. O pedido visava obter prazo adicional para pagar dívidas e evitar a falência, conforme informações disponíveis.

Esse movimento ocorreu antes da abertura do inquérito pela Polícia Federal.

A recuperação judicial é um processo legal que permite a reestruturação de empresas em dificuldades financeiras. No caso do Fictor, a medida buscava ganhar tempo para negociar com credores.

A fonte não detalhou o valor total das dívidas envolvidas.

Detalhamento dos crimes investigados

Gestão fraudulenta

Envolve atos dolosos que causam prejuízos a instituições ou investidores.

Apropriação indébita financeira

Refere-se ao desvio de recursos para fins não autorizados.

Emissão de títulos sem lastro

Ocorre quando papéis são lançados sem garantia real, equiparados a valores mobiliários.

Operação sem autorização

Configura exercício ilegal de atividade regulada de instituição financeira.

Cada um desses crimes pode levar a penas específicas conforme a legislação brasileira.

Contexto da investigação preliminar

O grupo Fictor já era alvo de investigação preliminar antes da abertura do inquérito formal. Investigações preliminares são fases iniciais de apuração que podem ou não resultar em procedimentos formais.

Neste caso, a PF decidiu avançar para a fase de inquérito policial.

A abertura do inquérito nesta quarta-feira marca o início oficial da apuração criminal. A PF agora tem poderes para realizar diligências como buscas, apreensões e interrogatórios.

A fonte não detalhou se já foram realizadas operações relacionadas ao caso.

Próximos passos da apuração

A investigação seguirá os trâmites legais estabelecidos para crimes financeiros. A Polícia Federal coletará evidências e ouvirá testemunhas relacionadas ao caso.

O prazo para conclusão do inquérito dependerá da complexidade das apurações.

Se houver elementos suficientes, o caso poderá ser encaminhado ao Ministério Público Federal. Caberá aos promotores decidir sobre a proposição de ação penal.

Até lá, todas as partes envolvidas têm direito ao sigilo processual e à presunção de inocência.

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