Decisão do STF revoga prisão preventiva do delegado

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu habeas corpus e determinou a soltura do delegado Fábio Baena Martin. A decisão, assinada na terça-feira (31), revogou a prisão preventiva do policial.

Além disso, o ministro autorizou que ele responda ao processo em liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares. Fábio Baena Martin estava preso desde dezembro de 2024.

Justificativa da soltura

Para Gilmar Mendes, a prisão não se justifica diante do estágio atual do processo. O ministro observou que:

  • A instrução já foi encerrada
  • O delegado está afastado do cargo
  • Isso reduz o risco de interferência nas investigações

Essa análise levou à concessão do habeas corpus.

Contexto do caso Gritzbach

O delegado era investigado no caso envolvendo a morte do empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach. Ele atuava no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa de São Paulo.

Vínculo com o delator

O nome de Fábio Baena Martin apareceu em delação feita por Vinícius Gritzbach. Em 2023, o empresário relatou ao Ministério Público que o delegado e outros policiais teriam exigido dinheiro para não envolvê-lo em homicídios ligados à facção.

Acusações baseadas em delação premiada

Segundo as alegações, o delegado foi citado como envolvido em um esquema de extorsão. Nesse esquema, ele teria solicitado R$ 40 milhões para não investigar Gritzbach por assassinatos de membros do PCC.

Crimes imputados

Fábio Baena Martin estava sob suspeita de participação em crimes como:

  • Organização criminosa
  • Corrupção passiva
  • Peculato

As acusações tinham como base principal o depoimento do delator. Essa circunstância foi um dos pontos centrais da defesa do policial.

Trajetória processual e defesa

A defesa de Fábio Baena Martin havia impetrado o habeas corpus após decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manterem a prisão.

Argumentos da defesa

Os advogados sustentaram que:

  • A acusação se baseava essencialmente em delação premiada
  • Havia ausência dos requisitos da prisão preventiva
  • O delegado é primário e possui bons antecedentes

Esses argumentos foram apresentados para demonstrar que não havia necessidade de mantê-lo preso.

Situação atual e próximos passos

Com a decisão de Gilmar Mendes, o caso segue agora com o delegado em liberdade. As medidas cautelares impostas devem ser cumpridas enquanto o processo avança.

O desfecho judicial aguarda novas etapas na Justiça. A prisão havia sido mantida por instâncias inferiores, incluindo o STJ, antes da análise do STF.

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