O Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (29). A votação, marcada por tensão política e articulação intensa do governo, resultou em 42 votos contrários e 34 favoráveis. O indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não conseguiu os votos necessários para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso.
Sabatina de quase 8 horas
Jorge Messias passou por uma sabatina de quase 8 horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Durante a sabatina, recebeu 16 votos favoráveis à sua condução à cadeira do STF. Apesar do apoio na comissão, o plenário do Senado não confirmou a indicação.
O governo articulou intensamente nos bastidores para garantir a aprovação, mas a oposição conseguiu reunir votos suficientes para barrar a nomeação. A rejeição representa uma derrota para o Palácio do Planalto, que esperava contar com um aliado na Corte.
A fonte não detalhou os motivos específicos que levaram os senadores a votar contra a indicação. Contudo, a tensão política que marcou a votação sugere que o nome de Messias enfrentava resistência entre parlamentares de diferentes espectros ideológicos.
Próximos passos
Com a rejeição, o presidente Lula precisará indicar um novo nome para ocupar a vaga no STF. O processo de escolha e sabatina deverá ser reiniciado, em meio a um cenário político ainda incerto.
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