Uma operação internacional das forças de segurança do Brasil e da Bolívia prendeu um casal em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, foragido do Brasil e acusado de ser liderança do Comando Vermelho na Bahia. A ação, que também resultou na captura de dois bolivianos, expõe como a Bolívia se tornou a principal base das facções criminosas brasileiras no exterior. Membros e líderes de facções nacionais estabelecem-se no território boliviano, de onde seguem comandando os negócios ilegais dos grupos criminosos.

Arsenal e materiais apreendidos

Durante a operação, foram apreendidas 21 armas, incluindo 15 fuzis, carabinas e 3 pistolas. No imóvel, as autoridades localizaram ainda fardamentos da polícia boliviana, drogas, 150 mil dólares, veículos e celulares. O arsenal reforça a capacidade operacional das facções na região.

Lideranças do PCC capturadas

Felipe Anderson Pinho de Sousa, conhecido como “Felipe Pacote”, de 32 anos, e Gleison Gomes de Oliveira, o “Zé Caboclo”, de 30 anos, foram localizados em uma chácara na cidade de Santa Cruz de La Sierra. Ambos são apontados pela polícia como lideranças do PCC no Ceará. “Felipe Pacote” possui antecedentes por homicídio, associação criminosa, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, além de estar com um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça do Ceará por integrar organização criminosa. “Zé Caboclo” possui passagens pela polícia por fazer parte do mesmo grupo criminoso.

Conexão com narcotraficante uruguaio

A dupla de criminosos do PCC fazia a segurança pessoal do narcotraficante uruguaio Sebastian Marset. Marset foi capturado em março deste ano em Santa Cruz e extraditado para os Estados Unidos. A ligação com um traficante internacional evidencia a atuação transnacional das facções brasileiras.

“Zeus” e o Conselho Final Bolívia

“Zeus” refere-se a Luiz Carlos Bandeira Rodrigues, criminoso natural de Rondônia, chefe do tráfico de drogas na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro. O nome de Luiz Carlos Bandeira Rodrigues integra a última lista do Ministério da Justiça e Segurança Pública com os criminosos mais procurados do Brasil. Segundo informações, “Zeus” recebeu aval do “Conselho Final Bolívia” para tomar decisões nas regiões de Guayara, Trinidad e Santa Cruz. Além disso, “Zeus” pode atuar em conjunto com “Bronix” ou outro integrante citado como “Lamborghini”. A estrutura de comando demonstra a organização hierárquica das facções no exterior.

A fonte não detalhou as circunstâncias exatas da operação nem as acusações específicas contra os bolivianos presos.

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