A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram uma operação para investigar descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação ocorre em diversos estados e no Distrito Federal, com o cumprimento de 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico, além de outras medidas constritivas expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Objetivo da investigação

A operação visa aprofundar as investigações sobre crimes contra a administração pública, como organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação e dilapidação patrimonial. Estima-se que as entidades investigadas tenham descontado indevidamente cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.

Operações anteriores

Em março, a PF e a CGU já haviam deflagrado a Operação Indébito, um desdobramento da Operação Sem Desconto. Na ocasião, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão, além de outras medidas cautelares, no Ceará e no Distrito Federal. A nova fase amplia o alcance das investigações.

Medidas cautelares e afastamentos

Pelo menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções. Cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU cumpriram mais de 200 mandados judiciais de busca e apreensão. Foram cumpridas ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão. Além disso, seis mandados de prisão temporária foram cumpridos em diversos estados e no DF.

A PF e a CGU seguem analisando o material apreendido para aprofundar as investigações. A fonte não detalhou o cronograma das próximas etapas.

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